Sobre o estatuto e estrutura sintática das condicionais de se factuais do Português de Moçambique

Este artigo discute o estatuto e a estrutura sintática das condicionais factuais de se do português de Moçambique. Os resultados da aplicação de testes sintáticos às factuais mostram que podem ser integradas ou periféricas. Deste modo, são distintas das factuais de outras línguas, como o inglês, qu...

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Main Author: Víctor Mércia Justino
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação em Linguística 2019-04-01
Series:Fórum Linguístico
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/article/view/59038
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Summary:Este artigo discute o estatuto e a estrutura sintática das condicionais factuais de se do português de Moçambique. Os resultados da aplicação de testes sintáticos às factuais mostram que podem ser integradas ou periféricas. Deste modo, são distintas das factuais de outras línguas, como o inglês, que são consideradas apenas periféricas (HAEGEMAN, 2003; BHATT; PANCHEVA, 2006). Do ponto de vista estrutural, as integradas ocupam uma posição relativamente baixa que é a de adjunção a VP e as periféricas, pelo contrário, posições altas na frase, em adjunção a CP ou TP (HAEGEMAN, 2003; LOBO, 2003). Para darmos conta das integradas antepostas, com base em argumentos empíricos, defendemos que são geradas por Move do interior do TP da matriz, onde são geradas, para a posição de especificador de tópico, por topicalização da oração adverbial condicional, na linha de Duarte (1987, 1996) e Valmala (2009), contrariando a hipótese de que são geradas por Merge (LOBO, 2003; IATRIDOU, 1991).
ISSN:1415-8698
1984-8412