INTERAÇÕES SOCIAIS PROMOVIDAS EM ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE QUÍMICA EM PEQUENOS GRUPOS COM UMA PESSOA SURDA E OUVINTES

Com o número crescente de pessoas surdas em escolas brasileiras, tornam-se cada vez mais necessárias atividades educativas na área de Ensino de Ciências que as contemple. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar potencialidades e limites de uma proposta de atividades experimentai...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Fernanda Ozelame de Souza, Fábio Peres Gonçalves
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2024-12-01
Series:Investigações em Ensino de Ciências
Subjects:
Online Access:https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/3749
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Com o número crescente de pessoas surdas em escolas brasileiras, tornam-se cada vez mais necessárias atividades educativas na área de Ensino de Ciências que as contemple. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar potencialidades e limites de uma proposta de atividades experimentais em pequenos grupos para os processos de ensino e de aprendizagem de Química no ensino médio em um contexto com pessoas surdas e ouvintes. A proposta foi desenvolvida em uma turma do 3º ano do ensino médio de uma escola pública e teve como sujeitos de pesquisa estudantes de um grupo formado por uma estudante surda e três ouvintes. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas para analisar as compreensões iniciais discentes sobre a pessoa surda e uma sequência de atividades experimentais de Química para identificar as interações sociais promovidas no grupo e suas possíveis relações com as compreensões iniciais discentes. A obtenção de informações qualitativas relativa à sequência de atividades experimentais ocorreu por meio de gravações em áudio e vídeo. Todas as informações qualitativas foram submetidas aos procedimentos da análise textual discursiva. Os resultados indicam que a proposta conseguiu promover, sobretudo, interações colaborativas e tutoriais no grupo. Ademais, as compreensões iniciais discentes sobre a pessoa surda podem ter influenciado nas interações sociais promovidas no grupo.
ISSN:1518-8795