Tratamento cirurgico do hidrocefalo em crianças: I - evolução clinica e mortalidade
São analisadas a evolução clinica e a mortalidade de 57 crianças hidrocéfalas submetidas a tratamento cirúrgico, no periodo de 1970 a 1980. As causas de hidrocéfalo foram malformação congênita (42,1%), infecção meníngea (36,8%) e neoplasias (21,1%). A implantação de reservatório no couro cabeludo, e...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Thieme Revinter Publicações
1981-12-01
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| Series: | Arquivos de Neuro-Psiquiatria |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1981000400005&lng=en&tlng=en |
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| author | Benedicto Oscar Colli Edwin Montague Starr Nelson Martelli |
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| description | São analisadas a evolução clinica e a mortalidade de 57 crianças hidrocéfalas submetidas a tratamento cirúrgico, no periodo de 1970 a 1980. As causas de hidrocéfalo foram malformação congênita (42,1%), infecção meníngea (36,8%) e neoplasias (21,1%). A implantação de reservatório no couro cabeludo, em comunicação com o ventrículo lateral e a derivação externa do LCR foram utilizadas com bons resultados no controle transitório da hipertensão intracraniana em crianças com hidrocéfalo e infecção ventricular. A ventriculocisternostomia transhipotalâmica apresentou bons resultados no controle da hipertensão intracraniana em crianças com hidrocéfalo por processos não inflamatórios. A DVA, apesar de pouco utilizada, controlou a hipertensão intracraniana em 85,7% dos casos e ocasionou uma mortalidade operatória de 25,7%. A DVP controlou a hipertensão intracraniana em 89,4% dos casos no pós-operatório imediato e ao final de 18 meses 88,2% dos sobreviventes encontravam-se sem hipertensão intracraniana. A mortalidade global destas crianças foi de 34%. Entre os sobreviventes dos grupos de crianças com hidrocéfalo congênito e pós-infecção meníngea 27,3% eram normais ao final do primeiro trimestre e 50% ao final de 24 meses. A mortalidade operatória nestes grupos foi de 25% e a principal causa de morte operatória foi a infecção meníngea. |
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| publisher | Thieme Revinter Publicações |
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| series | Arquivos de Neuro-Psiquiatria |
| spelling | doaj-art-76eeb9ba7eef4254a4cf82d6308954db2025-08-20T03:19:14ZengThieme Revinter PublicaçõesArquivos de Neuro-Psiquiatria1678-42271981-12-0139439640710.1590/S0004-282X1981000400005S0004-282X1981000400005Tratamento cirurgico do hidrocefalo em crianças: I - evolução clinica e mortalidadeBenedicto Oscar Colli0Edwin Montague Starr1Nelson Martelli2Universidade de São PauloUniversidade de São PauloUniversidade de São PauloSão analisadas a evolução clinica e a mortalidade de 57 crianças hidrocéfalas submetidas a tratamento cirúrgico, no periodo de 1970 a 1980. As causas de hidrocéfalo foram malformação congênita (42,1%), infecção meníngea (36,8%) e neoplasias (21,1%). A implantação de reservatório no couro cabeludo, em comunicação com o ventrículo lateral e a derivação externa do LCR foram utilizadas com bons resultados no controle transitório da hipertensão intracraniana em crianças com hidrocéfalo e infecção ventricular. A ventriculocisternostomia transhipotalâmica apresentou bons resultados no controle da hipertensão intracraniana em crianças com hidrocéfalo por processos não inflamatórios. A DVA, apesar de pouco utilizada, controlou a hipertensão intracraniana em 85,7% dos casos e ocasionou uma mortalidade operatória de 25,7%. A DVP controlou a hipertensão intracraniana em 89,4% dos casos no pós-operatório imediato e ao final de 18 meses 88,2% dos sobreviventes encontravam-se sem hipertensão intracraniana. A mortalidade global destas crianças foi de 34%. Entre os sobreviventes dos grupos de crianças com hidrocéfalo congênito e pós-infecção meníngea 27,3% eram normais ao final do primeiro trimestre e 50% ao final de 24 meses. A mortalidade operatória nestes grupos foi de 25% e a principal causa de morte operatória foi a infecção meníngea.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1981000400005&lng=en&tlng=en |
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