Intersubjetividade, natureza e sentimentos morais: a teoria crítica de A. Honneth e a regra de ouro

O texto coloca a questão das condições de possibilidade da intersubjetividade na teoria do reconhecimento. Uma análise da teoria do reconhecimento formulada por Axel Honneth mostra como o conflito determinado por motivações morais relativiza o postulado Habermasiano do entendimento lingüístico e tra...

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Bibliographic Details
Main Author: Testa, Italo
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS) 2008-01-01
Series:Civitas - Revista de Ciências Sociais
Subjects:
Online Access:https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/4324/6870
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Description
Summary:O texto coloca a questão das condições de possibilidade da intersubjetividade na teoria do reconhecimento. Uma análise da teoria do reconhecimento formulada por Axel Honneth mostra como o conflito determinado por motivações morais relativiza o postulado Habermasiano do entendimento lingüístico e traz de volta a dimensão normativa à teoria social. O autor faz faz um retorno às páginas da Enciclopédia de Hegel para recuperar a dimensão objetiva da intersubjetividade e destacar problemas teóricos no projeto de Honneth. Com isso passa a confrontar tanto o paradigma lingüístico-hermenêutico como o de reconhecimento com o fato de pressuporem a intersubjetividade a ser ainda constituída, para concluir que a teoria do reconhecimento não consegue explicitar um núcleo normativo do reconhecimento intersubjetivo; ela descreve contextos de interação e não imperativos morais. A da regra de ouro, em especial na formulação negativa (chr(38)quot;não faças a ninguém aquilo que não gostarias que fosse feito a ti -Tb 4,15) é vista como melhor codificação da exigência de reconhecimento sem prescindir da experiência da ofensa e da luta, como melhor justificação positiva das normas de reciprocidade
ISSN:1519-6089
1984-7289