Uma teoria digital do feudalismo: dinastia, poder, vassalagem e Estado no game Crusader Kings (2012-2020)

Este texto trata da representação de elementos considerados “medievais” no mundo dos videogames. Abordando a série Crusader Kings, ele investiga como os desenvolvedores do jogo operaram alguns conceitos caros à História Medieval, como dinastia (ou família), vassalagem e Estado, a fim de propor desa...

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Bibliographic Details
Main Author: Felipe Augusto Ribeiro
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidad Nacional Autónoma de México 2022-03-01
Series:Medievalia
Subjects:
Online Access:https://www.revistas-filologicas.unam.mx/medievalia/index.php/mv/article/view/420
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Description
Summary:Este texto trata da representação de elementos considerados “medievais” no mundo dos videogames. Abordando a série Crusader Kings, ele investiga como os desenvolvedores do jogo operaram alguns conceitos caros à História Medieval, como dinastia (ou família), vassalagem e Estado, a fim de propor desafios capazes de entreter os jogadores. A problematização lançada sobre a obra passa por algumas perguntas: como o game retrata a dinastia ou a família medieval? Como ele compreende a vassalagem? Que conceitos tem de poder, feudalismo e Estado? Em vista delas, o trabalho objetiva fazer uma análise introdutória ao título, mediante o emprego de um método descritivo que observa, parte a parte, os elementos centrais do jogo. Partindo da premissa de que os videogames, enquanto obras da cultura neomedievalista, assumem e reconstroem visões particulares da História, a reflexão esboça uma hipótese: a de que, para dar significado aos desafios que deseja propor aos jogadores, o game veicularia uma verdadeira teoria digital do que teria sido a Idade Média, com o seu feudalismo supostamente intrínseco.
ISSN:0188-6657
2448-8232