Técnica da Aliança: elementos para uma relação não violenta com a natureza, segundo Ernst Bloch
Segundo Ernst Bloch, o fato de grande parte das técnicas atualmente disponíveis tratarem a natureza apenas como objeto de dominação seria a consequência de uma relação instrumental e alienada da nossa sociedade com a natureza, resultando em uma tecnologia da violação, da destruição e da repressão....
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| Format: | Article |
| Language: | deu |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
2024-04-01
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| Series: | Voluntas |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/85625 |
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| Summary: | Segundo Ernst Bloch, o fato de grande parte das técnicas atualmente disponíveis tratarem a natureza apenas como objeto de dominação seria a consequência de uma relação instrumental e alienada da nossa sociedade com a natureza, resultando em uma tecnologia da violação, da destruição e da repressão. Daí a importância de se entender essa alienação fundamental, que estaria na base das catastróficas tendências ambientais da atualidade, a fim de se conceber, filosoficamente, uma técnica sem violação, também denominada de Técnica da Aliança (Allianztechnik). Trata-se de uma concepção de técnica que pressupõe uma natureza e uma sociedade em horizontes abertos, integrados e vivos, para além do tolhimento burguês dela. Bloch concebe a Técnica da Aliança a partir da unidade originária, viva e coprodutiva entre natureza e sociedade. A superação da hodierna relação entre seres humanos e natureza requer, por isso, uma reconceitualização filosófica da própria natureza e de nossa relação com ela. Uma práxis social adequada poderia, inclusive, desbloquear conteúdos utópicos objetivamente já latentes na técnica atual, além de viabilizar novas possibilidades.
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| ISSN: | 2179-3786 |