Compromisso da via óssea na otite media crónica – Análise retrospectiva de 177 casos cirúrgicos

Objectivos: Avaliar se a otite média crónica (OMC) acelera o deteriorar da via óssea. Desenho do estudo: Estudo retrospectivo. Material e métodos: De 688 doentes operados por OMC (anos 2009-2013) no Hospital São José, aleatoriamente analisaramse 212, aplicaram-se critérios de exclusão resultando 1...

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Main Authors: Guedes Damaso, Bernardo Carvalho Araújo, Sara Viana Baptista, Ezequiel Barros
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2017-12-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2990
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Description
Summary:Objectivos: Avaliar se a otite média crónica (OMC) acelera o deteriorar da via óssea. Desenho do estudo: Estudo retrospectivo. Material e métodos: De 688 doentes operados por OMC (anos 2009-2013) no Hospital São José, aleatoriamente analisaramse 212, aplicaram-se critérios de exclusão resultando 177. Comparou-se o limiar tonal médio da via óssea pré-operatória (LTMVO) da amostra, com os resultados da população britânica geral estudada por Davis et al. em 1989. Registou-se idade, género, tipo de otorreia e OMC. Utilizou-se SPSS 22.0® para análise estatística. Resultados: Aplicando o teste binomial para uma proporção, compararam-se resultados obtidos com os de Davis et al., verificando-se diferença estatisticamente significativa em todas as faixas etárias (excepto 71-80 anos) para ocorrência de LTMVO≥20 (18-30, 31-40, 41-50, 51-60: p<0.001; 61-70: p=0.014). Para LTMVO≥40 houve diferença estatisticamente significativa, contudo apenas em 3 grupos etários (31-40: p=0.018; 51-60: p=0.001; 61-70: p=0.028). Conclusões: A OMC acelera o deteriorar da via óssea.
ISSN:2184-6499