Melanoma das mucosas da cabeça e pescoço no IPOLFG (1995-2010)

Introdução Os melanomas das mucosas da cabeça e pescoço representam uma forma rara de neoplasia com origem melanocítica, correspondendo a menos de 4% de todos os melanomas. Possuem elevada taxa de recidiva e mau prognóstico. Material e métodos Foram consultados os processos dos doentes com o dia...

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Main Authors: Teresa Gabriel, Ana Jardim, Paula Campelo, Bernardo Araújo, Rui Fino, Pedro Montalvão, Miguel Magalhães
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2017-10-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2826
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Description
Summary:Introdução Os melanomas das mucosas da cabeça e pescoço representam uma forma rara de neoplasia com origem melanocítica, correspondendo a menos de 4% de todos os melanomas. Possuem elevada taxa de recidiva e mau prognóstico. Material e métodos Foram consultados os processos dos doentes com o diagnóstico de melanoma das mucosas da cabeça e pescoço, entre 1995 e 2010. Para cada área anatómica, foram estudados o género e idade dos doentes, o estadiamento segundo o American Joint Committee on Cancer, a sobrevida global e a sobrevida média livre de doença.  Foi verificada a relação entre o estadiamento e o prognóstico. Os dados foram analisados através do programa informático SPSS®. Resultados Verificaram-se 23 casos na mucosa nasal, 6 na orofaringe e 2 na mucosa labial. Nos casos de melanoma da mucosa nasal, a sobrevida média global foi de 30,174 meses e a sobrevida 5 anos após o diagnóstico foi inferior em doentes com estadio avançado (p<0.05). Nos melanomas da orofaringe, a sobrevida média global foi de 22 meses e nos melanomas da mucosa labial, foi de 97 meses. A percentagem de sobreviventes, 5 anos após o diagnóstico, foi de 13% nos melanomas nasais, 17% nos melanomas da orofaringe e 50% nos melanomas da mucosa labial. Conclusão Os melanomas das mucosas da cabeça e pescoço foram mais frequentes na cavidade nasal. Nestes casos, o estadio da doença à data do diagnóstico influenciou significativamente o prognóstico. A sobrevida média foi superior nos melanomas da mucosa labial.
ISSN:2184-6499