Viagem Emocional e Agir Geopoético: as Memorias da Água, da Prática Individual a Novos Imaginários Urbanos
O objetivo desta breve análise é discutir do ponto de vista da percepção subjetiva o complexo tema do habitar conscientemente. Habitar os lugares é uma prática espontânea, da qual normalmente não temos consciência; nós não dedicamos suficiente atenção aos lugares, porque frequentemente não consegui...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal de Pernambuco
2017-07-01
|
| Series: | Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais |
| Online Access: | https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistamseu/article/view/229937 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | O objetivo desta breve análise é discutir do ponto de vista da percepção subjetiva o complexo tema do habitar conscientemente. Habitar os lugares é uma prática espontânea, da qual normalmente não temos consciência; nós não dedicamos suficiente atenção aos lugares, porque frequentemente não conseguimos escapar do fluxo acrítico dos acontecimentos. Atualmente é inegável que exista uma relação íntima entre o urbanismo medíocre e o desprezo pela memória, com a anulação imediata do significado profundo dos lugares. Disso resulta que a realidade geográfica mais profunda poderá ser conhecida somente com a adoção de uma atitude consciente da empatia e da contemplação, recuperando estratégias de exploração caracterizadas pelo ritmo lento, capaz de retornar à viagem emocional. Os elementos da hidrografia superficial desempenham um papel importante nas topografias emocionais da vida quotidiana. Apesar da inquietante degradação do meio ambiente ao longo dos numerosos segmentos fluviais, é ainda possível organizar uma reabilitação fisionômica e funcional geral dos corredores fluviais adotando as estratégias mais testadas com as imagens ambientais da pós-modernidade. Cada pequeno rio ou canal faz parte de um sistema regional de escoamento superficial e como tal tem o poder simbólico de recordar a uma comunidade a importância de se considerar a construção da paisagem, na realidade de todo o tipo de paisagem, como um ato de responsabilidade e de respeito pelas gerações futuras.
|
|---|---|
| ISSN: | 2238-8052 |