Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’

Uma forte tendência tem sido observada no comportamento de crianças e adolescentes, especialmente do gênero feminino, que ingressam em lojas especializadas em produtos de beleza na busca por maquiagens e artigos para cuidados com a pele. Este fenômeno, que ficou conhecido internacionalmente como ‘S...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Bruna de Oliveira Rey, Fernanda Nunes Barbosa
Format: Article
Language:English
Published: Universidade de Fortaleza 2025-08-01
Series:Pensar
Subjects:
Online Access:https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/15982
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1849341898523672576
author Bruna de Oliveira Rey
Fernanda Nunes Barbosa
author_facet Bruna de Oliveira Rey
Fernanda Nunes Barbosa
author_sort Bruna de Oliveira Rey
collection DOAJ
description Uma forte tendência tem sido observada no comportamento de crianças e adolescentes, especialmente do gênero feminino, que ingressam em lojas especializadas em produtos de beleza na busca por maquiagens e artigos para cuidados com a pele. Este fenômeno, que ficou conhecido internacionalmente como ‘Sephora Kids’, teve como principal causa a publicação de vídeos, na plataforma digital Tiktok, por influenciadoras mirins que expõem sua rotina de cuidados com a pele e divulgam produtos skincare, os quais são impróprios para crianças e adolescentes e capazes de gerar danos à pele. Além destes conteúdos publicitários não serem de fácil identificação, estão sendo direcionados especialmente para o público de até 12 anos, o que, pela interpretação sistemática do ordenamento jurídico brasileiro, leva à conclusão de que são proibidos no Brasil por configurarem publicidade infantil. Assim, tem-se como problema central do presente artigo a seguinte questão: como fica a responsabilidade civil das empresas anunciantes, da plataforma digital Tiktok e das influenciadoras mirins pelo fenômeno ‘Sephora Kids’? O método de abordagem indutivo foi a base metodológica da pesquisa, partindo do estudo do fenômeno ‘Sephora Kids’ para se chegar a uma conclusão universal. Ao final, conclui-se pela responsabilização objetiva e solidária entre todos os envolvidos na veiculação da oferta abusiva.
format Article
id doaj-art-6f1cbdfc69da475abe5ff51748106485
institution Kabale University
issn 1519-8464
2317-2150
language English
publishDate 2025-08-01
publisher Universidade de Fortaleza
record_format Article
series Pensar
spelling doaj-art-6f1cbdfc69da475abe5ff517481064852025-08-20T03:43:31ZengUniversidade de FortalezaPensar1519-84642317-21502025-08-013010.5020/2317-2150.2025.15982Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’Bruna de Oliveira Rey0https://orcid.org/0009-0009-0074-8303Fernanda Nunes Barbosa1https://orcid.org/0000-0002-6268-1396Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, Porto Alegre, Rio Grande do Sul , BrasilPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, Porto Alegre, Rio Grande do Sul , Brasil Uma forte tendência tem sido observada no comportamento de crianças e adolescentes, especialmente do gênero feminino, que ingressam em lojas especializadas em produtos de beleza na busca por maquiagens e artigos para cuidados com a pele. Este fenômeno, que ficou conhecido internacionalmente como ‘Sephora Kids’, teve como principal causa a publicação de vídeos, na plataforma digital Tiktok, por influenciadoras mirins que expõem sua rotina de cuidados com a pele e divulgam produtos skincare, os quais são impróprios para crianças e adolescentes e capazes de gerar danos à pele. Além destes conteúdos publicitários não serem de fácil identificação, estão sendo direcionados especialmente para o público de até 12 anos, o que, pela interpretação sistemática do ordenamento jurídico brasileiro, leva à conclusão de que são proibidos no Brasil por configurarem publicidade infantil. Assim, tem-se como problema central do presente artigo a seguinte questão: como fica a responsabilidade civil das empresas anunciantes, da plataforma digital Tiktok e das influenciadoras mirins pelo fenômeno ‘Sephora Kids’? O método de abordagem indutivo foi a base metodológica da pesquisa, partindo do estudo do fenômeno ‘Sephora Kids’ para se chegar a uma conclusão universal. Ao final, conclui-se pela responsabilização objetiva e solidária entre todos os envolvidos na veiculação da oferta abusiva. https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/15982‘Sephora Kids' publicidade infantil influenciadores mirins Tiktok responsabilidade civil
spellingShingle Bruna de Oliveira Rey
Fernanda Nunes Barbosa
Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
Pensar
‘Sephora Kids'
publicidade infantil
influenciadores mirins
Tiktok
responsabilidade civil
title Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
title_full Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
title_fullStr Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
title_full_unstemmed Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
title_short Análise da responsabilidade civil pela prática abusiva de publicidade infantil no fenômeno ‘Sephora Kids’
title_sort analise da responsabilidade civil pela pratica abusiva de publicidade infantil no fenomeno sephora kids
topic ‘Sephora Kids'
publicidade infantil
influenciadores mirins
Tiktok
responsabilidade civil
url https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/15982
work_keys_str_mv AT brunadeoliveirarey analisedaresponsabilidadecivilpelapraticaabusivadepublicidadeinfantilnofenomenosephorakids
AT fernandanunesbarbosa analisedaresponsabilidadecivilpelapraticaabusivadepublicidadeinfantilnofenomenosephorakids