PE-015 O impacto das estratégias de diagnóstico da alergia à proteína do leite de vaca nos lactentes e na viabilidade de programa público de assistência à criança alérgica

Introdução: O diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é baseado em critérios clínicos. Em lactentes, os sinais e sintomas podem sobrepor outros distúrbios prevalentes. A dieta de exclusão da proteína do leite de vaca é necessária no início do protocolo de investigação. A estratégi...

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Main Authors: Cristina Palmer Barros, Nayani Alves Ramos, Dayana Pereira Resende, Gabriel Fernandes Pereira, José Fausto de Morais
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-03-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1138
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Summary:Introdução: O diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é baseado em critérios clínicos. Em lactentes, os sinais e sintomas podem sobrepor outros distúrbios prevalentes. A dieta de exclusão da proteína do leite de vaca é necessária no início do protocolo de investigação. A estratégia adotada deve garantir o suporte nutricional e favorecer o diagnóstico em curto tempo. A escolha da estratégia tem forte impacto na viabilidade econômica dos programas públicos de dispensação de fórmulas dietoterápicas especiais. Objetivo: Avaliar o impacto das estratégias de eliminação da proteína do leite de vaca em lactentes com suspeita de APLV, e na viabilidade de programa público de dispensação de fórmulas especiais. Material e Método: Através de estudo transversal e retrospectivo foram avaliados os prontuários de crianças entre 0 e 36 meses atendidas em ambulatórios de assistência à lactentes com APLV, em hospital público de referência, entre janeiro de 2018 a fevereiro de 2020. Resultados: dos 667 prontuários avaliados, 237 eram de crianças com suspeita clínica de APLV. Os sinais e sintomas prevalentes foram vômitos/regurgitações em 39,4%, sangue nas fezes em 37,5%, eczema em 33,6%, diarreia em 24,0%, urticária em 21,1% e distensão abdominal em 18,3%. A mediana de idade dos lactentes suspeitos foi de 5,6 meses. Cento e quatro crianças completaram o processo diagnóstico na instituição, e 65 (27,4%) receberam o diagnóstico de APLV. A mediana de dias para atingir o diagnóstico, segundo a estratégia utilizada, foi de 75 dias com a exclusão do leite de vaca na dieta da nutriz em amamentação complementada, 83 dias na amamentação exclusiva, 110 dias com o uso de fórmula de aminoácidos e 141 dias com fórmula extensamente hidrolisada (p=0,735). A duração dos sintomas nos lactentes com APLV foi de 84,5 dias, sem diferença significativa entre alérgicos e não alérgicos (p=0,200). O Z escore do peso na consulta inicial foi menor nos lactentes alérgicos (-1.31) quando comparado aos não alérgicos e não suspeitos de APLV (-0.47) p= 0,003). Dentre os lactentes com APLV, o Z escore do peso no início do processo diagnóstico foi menor ao observado no final do período de aplicação da estratégia diagnóstica (p=0,002). Conclusões: Os dados sugerem que dentre as estratégias de eliminação da proteína do leite de vaca da dieta de lactentes com suspeita de APLV a manutenção do aleitamento materno, com a adequada orientação nutricional da nutriz, parece ser tão eficaz quanto o uso de fórmulas hipoalergênicas. Os lactentes com APLV apresentam melhora do estado nutricional durante a aplicação da estratégia de eliminação da proteína no processo diagnóstico.
ISSN:2525-5010
2525-7323