EP-072 - EPIDEMIOLOGIA E FORMAS CLÍNICAS DAS INFECÇÕES FÚNGICAS IDENTIFICADAS NO AMBULATÓRIO DE MICOSES DO HOSPITAL SA∼O JOSE´ DE DOENC¸AS INFECCIOSAS, EM FORTALEZA/CEARÁ
Introdução: No estado do Ceará, há uma prevalência importante de doenças causadas por fungos. Objetivo: Caracterizar a epidemiologia e as formas clínicas de pacientes atendidos no ambulato´rio de micoses no Hospital São José (HSJ), referência em doenças infecciosas em Fortaleza/CE. Método: Estudo tr...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
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| Series: | Brazilian Journal of Infectious Diseases |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024002812 |
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| author | Antônio Mauro Barros Almeida Júnior Larissa Moura Barbosa Letícia Estela Cavalcante Sousa Alex Pereira Oliveira Lisandra Serra Damasceno |
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| description | Introdução: No estado do Ceará, há uma prevalência importante de doenças causadas por fungos. Objetivo: Caracterizar a epidemiologia e as formas clínicas de pacientes atendidos no ambulato´rio de micoses no Hospital São José (HSJ), referência em doenças infecciosas em Fortaleza/CE. Método: Estudo transversal, baseado na revisão de prontuários dos pacientes acompanhados no ambulatório de micoses do HSJ, de agosto de 2021 a dezembro de 2023. A pesquisa recebeu a aprovação do comitê de ética do HSJ (n° protocolo 6.139.942). Resultados: Foram identificados 151 pacientes no período do estudo. A mediana de idade foi de 40 anos. Houve predominância do sexo masculino (78,8%). Coinfecção com HIV ocorreu em 70,3% dos casos. A micose mais prevalente foi a histoplasmose (55,6%), seguida por criptococose (21,8%), aspergilose (8,6%) e coccidioidomicose (5,3%). Em relação à histoplasmose (n = 84), 77,4% dos pacientes foram procedentes da grande Fortaleza e 96,4% manifestaram a forma disseminada progressiva (HDP). A coinfecção HDP/Aids ocorreu em 96,3% dos casos. Dois pacientes apresentaram a forma disseminada crônica. Estes não possuíam comorbidades, mas tinham exposição a aves e morcegos. Um paciente apresentou a forma pulmonar aguda, e havia realizado exploração de cavernas. Em relação à criptococose (n = 33) a meningoencefalite foi a forma clínica mais comum (81,8%). A maioria destes indivíduos apresentavam infecção pelo HIV (96,3%). Dos pacientes sem a forma meningoencefálica, 83,3% não possuíam imunossupressão, 66,6% tinham acometimento pulmonar e 66,6% eram expostos a inalação de eucalipto. A região metropolitana de Fortaleza foi responsável pela procedência de 81,8% dos pacientes com criptococose. Sobre os casos de aspergilose (n = 13) a forma pulmonar crônica cavitária foi responsável por 84,6% dos casos. Destes pacientes, 36,3% eram portadores ou apresentavam sequela de tuberculose pulmonar e 27,3% apresentavam pneumopatia crônica. Dos casos de coccidioidomicose (n = 8), todos praticavam caça de tatu, e apresentaram a forma pulmonar subaguda. Foram identificados ainda seis casos autóctones de esporotricose, onde 83,3% tinham exposição a gatos doentes. Além disso, mais dois casos não autóctones de paracoccodioidomicose foram identificados. Conclusão: Histoplasmose e criptococose foram as micoses sistêmicas mais identificadas. A associação com a infecção pelo HIV destas micoses evidencia o caráter oportunista. Vale destacar a emergência da esporotricose no serviço. |
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| publishDate | 2024-10-01 |
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| spelling | doaj-art-6bb9c12cf3764500a31b64ed304835e92025-08-20T02:18:29ZengElsevierBrazilian Journal of Infectious Diseases1413-86702024-10-012810399810.1016/j.bjid.2024.103998EP-072 - EPIDEMIOLOGIA E FORMAS CLÍNICAS DAS INFECÇÕES FÚNGICAS IDENTIFICADAS NO AMBULATÓRIO DE MICOSES DO HOSPITAL SA∼O JOSE´ DE DOENC¸AS INFECCIOSAS, EM FORTALEZA/CEARÁAntônio Mauro Barros Almeida Júnior0Larissa Moura Barbosa1Letícia Estela Cavalcante Sousa2Alex Pereira Oliveira3Lisandra Serra Damasceno4Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, BrasilUniversidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, BrasilUniversidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, BrasilUniversidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, BrasilUniversidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, BrasilIntrodução: No estado do Ceará, há uma prevalência importante de doenças causadas por fungos. Objetivo: Caracterizar a epidemiologia e as formas clínicas de pacientes atendidos no ambulato´rio de micoses no Hospital São José (HSJ), referência em doenças infecciosas em Fortaleza/CE. Método: Estudo transversal, baseado na revisão de prontuários dos pacientes acompanhados no ambulatório de micoses do HSJ, de agosto de 2021 a dezembro de 2023. A pesquisa recebeu a aprovação do comitê de ética do HSJ (n° protocolo 6.139.942). Resultados: Foram identificados 151 pacientes no período do estudo. A mediana de idade foi de 40 anos. Houve predominância do sexo masculino (78,8%). Coinfecção com HIV ocorreu em 70,3% dos casos. A micose mais prevalente foi a histoplasmose (55,6%), seguida por criptococose (21,8%), aspergilose (8,6%) e coccidioidomicose (5,3%). Em relação à histoplasmose (n = 84), 77,4% dos pacientes foram procedentes da grande Fortaleza e 96,4% manifestaram a forma disseminada progressiva (HDP). A coinfecção HDP/Aids ocorreu em 96,3% dos casos. Dois pacientes apresentaram a forma disseminada crônica. Estes não possuíam comorbidades, mas tinham exposição a aves e morcegos. Um paciente apresentou a forma pulmonar aguda, e havia realizado exploração de cavernas. Em relação à criptococose (n = 33) a meningoencefalite foi a forma clínica mais comum (81,8%). A maioria destes indivíduos apresentavam infecção pelo HIV (96,3%). Dos pacientes sem a forma meningoencefálica, 83,3% não possuíam imunossupressão, 66,6% tinham acometimento pulmonar e 66,6% eram expostos a inalação de eucalipto. A região metropolitana de Fortaleza foi responsável pela procedência de 81,8% dos pacientes com criptococose. Sobre os casos de aspergilose (n = 13) a forma pulmonar crônica cavitária foi responsável por 84,6% dos casos. Destes pacientes, 36,3% eram portadores ou apresentavam sequela de tuberculose pulmonar e 27,3% apresentavam pneumopatia crônica. Dos casos de coccidioidomicose (n = 8), todos praticavam caça de tatu, e apresentaram a forma pulmonar subaguda. Foram identificados ainda seis casos autóctones de esporotricose, onde 83,3% tinham exposição a gatos doentes. Além disso, mais dois casos não autóctones de paracoccodioidomicose foram identificados. Conclusão: Histoplasmose e criptococose foram as micoses sistêmicas mais identificadas. A associação com a infecção pelo HIV destas micoses evidencia o caráter oportunista. Vale destacar a emergência da esporotricose no serviço.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024002812 |
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