Desinventando e (re)constituindo línguas

Neste artigo defendemos que embora a natureza problemática da construção das línguas tenha sido considerada por uma série de autores céticos, assumindo de que não haveria alguma coisa como o inglês, ou qualquer outra língua, essa abordagem crítica para as línguas ainda precisa fomentar um entendime...

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Bibliographic Details
Main Authors: Sinfree Makoni, Alastair Pennycook, Tradução de Cristine Gorski Severo
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística 2015-12-01
Series:Working Papers em Linguística
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/45820
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Description
Summary:Neste artigo defendemos que embora a natureza problemática da construção das línguas tenha sido considerada por uma série de autores céticos, assumindo de que não haveria alguma coisa como o inglês, ou qualquer outra língua, essa abordagem crítica para as línguas ainda precisa fomentar um entendimento mais amplo sobre os processos de invenção. Uma parte central de nosso argumento, portanto, é que não basta considerar que as línguas tenham sido inventadas e nem que as metalinguagens constroem o mundo de formas específicas; ao invés disso, precisamos compreender a relações estabelecidas entre os diferentes regimes metadiscursivos, as invenções linguísticas, a história colonial e as estratégias de desinvenção e reconstituição das línguas. Quaisquer projetos de linguística (aplicada) crítica que pretendam lidar com as línguas no mundo contemporâneo, a despeito de quão estimáveis eles sejam, devem também buscar compreender os efeitos linguísticos nocivos que esses projetos podem produzir, sendo confrontados pela necessidade de uma desinvenção e reconstituição das línguas.
ISSN:1984-8420