A luta dos ribeirinhos do Rio Xingu, na Amazônia brasileira e o sucesso do autogoverno, no território zapatista mexicano

Este trabalho analisa, em primeiro lugar, a luta travada pelos ribeirinhos do Rio Xingu contra os representantes da Usina Belo Monte que os tiraram de suas terras de origem, representadas por ilhas muito próximas das margens do Rio Xingu e os realocaram em áreas urbanas ou rurais, distantes da marge...

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Bibliographic Details
Main Author: Beatriz Maria Soares Pontes
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Pernambuco 2017-11-01
Series:Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistamseu/article/view/231137
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Summary:Este trabalho analisa, em primeiro lugar, a luta travada pelos ribeirinhos do Rio Xingu contra os representantes da Usina Belo Monte que os tiraram de suas terras de origem, representadas por ilhas muito próximas das margens do Rio Xingu e os realocaram em áreas urbanas ou rurais, distantes da margem do rio. Os ribeirinhos tiveram os seus direitos humanos ignorados, não foram dignamente indenizados quer pelas suas terras, quer pelas suas moradias e sua situação só melhorou quando foi fundado o Conselho dos Ribeirinhos, o qual teve como objetivo de maior relevo, o aprofundamento do diálogo desta comunidade com os representantes da Usina, dando particular ênfase à questão do seu reordenamento territorial, visando principalmente, o retorno às margens do Rio Xingu. Em segundo lugar, o estudo aborda o bem-sucedido autogoverno estabelecido no território zapatista mexicano, sob a égide de princípios como a autonomia, independência, liberdade e democracia. No ordenamento territorial realizado pelos integrantes do movimento zapatista podemos distinguir a existência de cinco caracoles, a saber: Morelia, La Garrucha, Roberto Barrios, Oventic e La Realidad.
ISSN:2238-8052