O ordenamento das pescarias de caranguejos-de-profundidade (Chaceon spp.) (Decapoda: Geryonidae) no sul do Brasil

A pesca de caranguejos-de-profundidade iniciou-se no Brasil em meados da década de 1980 com a operação, durante sete meses, de duas embarcações estrangeiras arrendadas no Sudeste e Sul. No final da década de 1990, a explotação desse recurso foi reiniciada, incentivada por uma polí­­tica de expansão...

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Main Authors: Paulo Ricardo Pezzuto, José Angel Alvarez Perez, Roberto Wahrlich
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2018-10-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/733
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Description
Summary:A pesca de caranguejos-de-profundidade iniciou-se no Brasil em meados da década de 1980 com a operação, durante sete meses, de duas embarcações estrangeiras arrendadas no Sudeste e Sul. No final da década de 1990, a explotação desse recurso foi reiniciada, incentivada por uma polí­­tica de expansão da pesca demersal para águas profundas, implementada pelo então Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DPA/MAPA). A partir dessa nova polí­­tica, sobretudo a partir do ano 2000, frotas de espinhel de fundo, covos, arrasto e emalhe-de-fundo iniciaram suas operações de pesca, as quais foram intensivamente monitoradas por observadores de bordo e por sistemas de rastreamento via-satélite gerenciados pelos pesquisadores do CTTMar/UNIVALI. Dentre elas destacam-se as pescarias com covos, voltadas í­Â  captura dos caranguejos vermelho (Chaceon notialis) e real (C. ramosae), cujas primeiras avaliações foram realizadas entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002. O presente trabalho apresenta o processo de subsí­­dio cientí­­fico ao ordenamento dessas pescarias, incluindo: a) descrição das fontes de informação utilizadas e da frota atuante; b) diagnóstico das pescarias monitoradas; c) bases gerais adotadas pelos pesquisadores durante a análise das alternativas de manejo; e d) planos de manejo sugeridos para cada espécie em 2002.
ISSN:1678-2305