Interferência do estigma pessoal no desempenho ocupacional: Estudo a indivíduos adultos toxicodependentes da Unidade de Desabituação do Norte.

Introdução: Atendendo aos efeitos negativos da dependência, o desempenho ocupacional é comprometido, repercutindo nas relações interpessoais e rotinas diárias. Atualmente, existe pouca literatura que associe o estigma pessoal com a qualidade do desempenho ocupacional na população toxicodependente,...

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Main Authors: Francisco Javier Vidal Barrantes, Joana Patrício, Maria Frieza, Katia Custódio, Celso Xavier, Sara Simões Dias
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2025-01-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/885
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description Introdução: Atendendo aos efeitos negativos da dependência, o desempenho ocupacional é comprometido, repercutindo nas relações interpessoais e rotinas diárias. Atualmente, existe pouca literatura que associe o estigma pessoal com a qualidade do desempenho ocupacional na população toxicodependente, especialmente em Portugal. Objetivo: Visa compreender de que forma o estigma pessoal pode afetar o desempenho ocupacional de indivíduos adultos com toxicodependência, bem como identificar as áreas de ocupação e atividades mais afetadas. Material e Métodos: Trata-se de um estudo misto, observacional e transversal. A recolha de dados foi realizada pela aplicação de um questionário sociodemográfico, o instrumento ISMI e uma entrevista semiestruturada a utentes toxicodependentes da Unidade de Desabituação do Norte. A análise e o tratamento de dados foram realizados através dos softwares WebQDA e SPSS. Resultados: Os resultados obtidos possibilitaram uma melhor compreensão sobre as áreas de ocupação e respetivas atividades mais afetadas pelo estigma pessoal em cada variável sociodemográfica da amostra da Unidade de Desabituação do Norte, em paralelo com a literatura atual. O ISMI tem alfa de Cronbach de 0,89, conferindo confiabilidade ao mesmo, sendo recolhido que a amostra apresenta uma média de 2,42, sendo o nível “moderado” de estigma pessoal o mais representativo. Verificou-se que o estigma pessoal afeta a participação nas AVDI’s, gestão da saúde, trabalho e participação social. Conclusão: Considerando as dificuldades associadas ao estigma pessoal, conclui-se ser essencial combater o estigma para um desempenho ocupacional satisfatório. Contudo, observou-se que muitas das dificuldades descritas no desempenho ocupacional, se devem ao próprio consumo. 
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institution OA Journals
issn 2184-4860
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publisher Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS
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