EP-105 - TENDÊNCIA TEMPORAL DA COBERTURA VACINAL DA PENTAVALENTE E DTPA GESTANTE E CASOS DE COQUELUCHE NO PRIMEIRO ANO DE VIDA, 2013 A 2023, CAMPINAS, SP

Introdução: A queda das coberturas vacinais (CV) deixa vulnerável a população pediátrica, aumentando a morbimortalidade infantil e possibilitando a ocorrência de surtos. Destaca-se a gravidade da coqueluche em menores de 1 ano, particularmente crianças até 3 meses, o que justificou a introdução da d...

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Main Authors: Paula Alves Alcalá, Letícia Bezerra Faria, Vitória Picolotti Elias, Betânia Nepomuceno de Paula, Maria Rita Donalisio
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Brazilian Journal of Infectious Diseases
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S141386702400312X
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description Introdução: A queda das coberturas vacinais (CV) deixa vulnerável a população pediátrica, aumentando a morbimortalidade infantil e possibilitando a ocorrência de surtos. Destaca-se a gravidade da coqueluche em menores de 1 ano, particularmente crianças até 3 meses, o que justificou a introdução da dTpa para gestantes em 2014. Objetivo: Avaliar a CV da 3ª dose da vacina pentavalente no primeiro ano de vida e da dTpa em gestantes e analisar os casos confirmados de coqueluche no primeiro ano de vida, Campinas, 2013 a 2023. Método: Estudo ecológico de tendência temporal da CV da pentavalente (3ª dose) e da dTpa gestante segundo dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização e analisar no período, os casos confirmados de coqueluche no primeiro ano de vida obtidos no sistema de informações de agravos de notificação disponíveis no DATA-SUS do Ministério da Saúde. Resultados: A CV da pentavalente em Campinas apresenta tendência de queda nos últimos anos, permanecendo abaixo dos 95% desde 2017, com seu menor valor de 72,7% em 2019. Campinas segue a tendência do Estado de São Paulo, porém com CVs mais altas e tendência de queda menor. Em 2020, apesar da crise de desabastecimento nacional em 2019 e da pandemia da COVID-19, as CVs se recuperaram lentamente, com valor de 92,4% em Campinas. Observa-se tendência de aumento das CVs a partir de 2021, com valores maiores em Campinas do que no Estado. No município, de 2007 a 2022, 51,47% dos casos confirmados de coqueluche ocorreram em menores de 1 ano, com queda da incidência de 400 casos/100 mil nascidos vivos em 2014 para 99 casos/100 mil em 2015. Nesse período, a CV da dTpa gestante passou de 15,8% para 61,6%, enquanto nacionalmente a CV foi de 45% em 2015. Além disso, Campinas apresentou queda de 75,31% na incidência de coqueluche entre 2014 e 2015, comparado à queda nacional de 63,29%. Apesar da pandemia, a CV de dTpa no município se manteve estável de 2018 a 2021, com valores próximos a 60%, porém longe da meta de 95%. Conclusão: Apesar da tendência de queda da CV da pentavalente no período, registra-se aumento a partir de 2021, porém sem atingir a meta de 95%. Destaca-se a importância da dTpa gestante para a redução da incidência de coqueluche em menores de 1 ano. Desde 2018, a CV da dTpa é estável em Campinas, em níveis insatisfatórios, abaixo de 95%. Reforça-se a necessidade de incremento das coberturas vacinais da pentavalente no primeiro ano de vida e principalmente da dTpa em gestantes, tanto em Campinas como nacionalmente.
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