QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS: EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA E DA APTIDÃO FÍSICA FUNCIONAL

Introdução: As questões de sustentabilidade dos países membros da União Europeia associadas aos desafios de uma população cada vez mais envelhecida, não se encerram em matérias de finanças públicas de exclusiva relação entre reformados/pensionistas vs população ativa, mas toca entre muitos aspetos,...

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Main Authors: Graça Pinto, Isabel Gomes, Armando Aires, Jorge Soares, Andreia Teixeira, João Rocha
Format: Article
Language:English
Published: Esra Demirarslan 2022-10-01
Series:Sağlık Akademisi Kastamonu
Subjects:
Online Access:https://dergipark.org.tr/tr/download/article-file/2513440
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description Introdução: As questões de sustentabilidade dos países membros da União Europeia associadas aos desafios de uma população cada vez mais envelhecida, não se encerram em matérias de finanças públicas de exclusiva relação entre reformados/pensionistas vs população ativa, mas toca entre muitos aspetos, os sistemas de saúde e alocação de recursos variados à rede de suporte da população idosa. Em populações institucionalizadas, o esforço e investimento para a manutenção de níveis recomendados de aptidão física funcional (AFF) pela prática da atividade física (AF) como promotora de saúde, poderá revelar efeitos não apenas na diminuição de cuidados dos utentes, mas também na sua qualidade de vida (QV). Objetivo: O presente estudo procurou analisar a influência da AF e AFF em diferentes domínios da QV, em indivíduos com idades entre os 65 e 95 anos. Metodologia: A amostra foi constituída por 77 homens e 155 mulheres (75.89±7.61 anos). Os níveis de AF foram recolhidos através da versão curta do International Physical Activity Questionnaire – IPAQ e a avaliação da qualidade de vida através do Short Form Health Survey (SF-12). A bateria de testes Sénior Fitness Test (SFT) foi utilizada na mensuração da AFF e a amostra foi ainda caracterizada relativamente às variáveis índice de massa corporal (IMC) e perímetro da cintura (PC) (considerando IMC de 25 kg/m2 para obesidade total, e para a obesidade central PC ≥102 cm e 88 cm para homens e mulheres, respetivamente). O Teste t para amostras independentes, o coeficiente ρ de Spearman e a Anova One-way foram utilizados para analisar os dados, sendo considerado um grau de significância de 5%. Resultados: A amostra registou diferenças significativas entre os géneros no que respeita aos níveis de AF, com os homens a documentar maiores valores em todos os níveis do IPAQ. Ambos os géneros exibiram elevados níveis de adiposidade total (IMC= 28.56±4.76 kg/m2) e central (PC= 113.74±10.01 cm). Nos testes de AFF, os homens em geral exibiram valores superiores, sendo identificadas diferenças significativas nos testes: “Levantar e sentar da cadeira” (p=0.005) e “Andar seis minutos” (p=0.004). Por sua vez, no teste Alcançar atrás das costas” as mulheres exibiram valores superiores. Ambos os géneros manifestaram níveis de desempenho muito fraco e fraco nos testes: “Alcançar atrás das costas”, “Andar 2,44 m e voltar a sentar”, e no “Andar seis minutos”. Relativamente à QV, 63.6% dos homens e 67.1% das mulheres, evidenciaram valores superiores ao percentil 50 em todos os domínios da QV, com exceção da saúde em geral. Na amostra, a presença de maiores níveis de força inferior e de uma melhor aptidão cardiorrespiratória relacionaram-se com uma melhor QV. Em ambos os géneros, a prática de AF traduziu-se na melhoria de várias dimensões da QV, nomeadamente: função física, funcionamento físico, dor corporal, saúde emocional, vitalidade e socialização. A prática de AF influenciou ainda a saúde mental (p=0.013), mas apenas no género feminino. Conclusão: A prática de AF e uma melhor AFF contribui para o aumento da qualidade de vida deste segmento etário, tanto nos domínios físicos como mentais, mas particularmente nos primeiros.
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