Raciocínios analógicos: representacionalismo ou enativismo?

Raciocínios analógicos são tradicionalmente concebidos como processos que envolvem a comparação de representações mentais. Mais recentemente, com o surgimento de teorias não-representacionalistas da cognição humana, surge a questão de como explicar processos tradicionalmente concebidos como represen...

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Main Authors: Nara Miranda de Figueiredo, Raquel Krempel, César Fernando Meurer
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 2020-08-01
Series:Perspectiva Filosófica
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/248071
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Description
Summary:Raciocínios analógicos são tradicionalmente concebidos como processos que envolvem a comparação de representações mentais. Mais recentemente, com o surgimento de teorias não-representacionalistas da cognição humana, surge a questão de como explicar processos tradicionalmente concebidos como representacionais. Nesse contexto, levantamos a discussão sobre se representações mentais farão parte de uma explicação dos raciocínios analógicos, oferecendo um embate de perspectivas e tendo como principal objetivo o fomento do debate. Primeiramente, apresentamos a visão segundo a qual raciocínios analógicos são processos mentais representacionais. Em seguida, apresentamos alguns problemas levantados por Fodor para o seu tratamento computacional, mas sugerimos que esses problemas não afetam a ideia de que raciocínios analógicos envolvem representações mentais. Na seção seguinte, apresentamos a teoria enativista linguística e sugerimos a possibilidade de compatibilização dessa teoria com uma concepção de analogia enquanto processo de categorização não-representacional. Por fim, sintetizamos as duas propostas apresentadas e sugerimos que o contraste de perspectivas divergentes sobre capacidades cognitivas é especialmente frutífero para a nossa compreensão da mente.
ISSN:0104-6454
2357-9986