Desafios da alimentação em fim de vida: uma revisão narrativa

Introdução: A alimentação constitui umamnecessidade humana básica ao longo do percurso da vida do ser humano com carácter multifatorial. É associada ao conforto, carinho, compaixão e, na sua ausência, com a progressão da doença e proximidade da morte. Gerir a perda da capacidade de alimentação cons...

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Main Authors: Paula Carvalho, Carina Coelho, Natacha Franco, Daniela Cunha, Zélia Caçador Anastácio
Format: Article
Language:English
Published: Asociación Nacional de Psicología Evolutiva y Educativa de la Infancia Adolescencia Mayores y Discapacidad 2024-12-01
Series:INFAD
Subjects:
Online Access:https://revista.infad.eu/index.php/IJODAEP/article/view/2748
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Description
Summary:Introdução: A alimentação constitui umamnecessidade humana básica ao longo do percurso da vida do ser humano com carácter multifatorial. É associada ao conforto, carinho, compaixão e, na sua ausência, com a progressão da doença e proximidade da morte. Gerir a perda da capacidade de alimentação constitui um enorme desafio, para o doente, família, cuidadores e equipa assistencial. Objetivo: Identificar os desafios, perceções, estratégias e intervenções de enfermagem na gestão da Alimentação em fim de vida. Metodologia: Foi realizado um estudo qualitativo através de uma revisão narrativa nas bases de dado Scielo, Pubmed, Web of Science, Medline e B-on. Definiram-se os seguintes critérios de inclusão: artigos de revistas científicas completos, publicados em Português, Inglês e Espanhol entre 2018 e 2024. Dos artigos consultados foram selecionados 6 artigos. Resultados e Discussão: Ao longo da vida do ser humano a alimentação está associada a vivências em família, de partilha, de celebração, de conforto, carinho, compaixão e cuidado. Com a progressão da doença surgem alterações fisiopatológicas que afetam as atividades de vida do doente e família, nomeadamente na alimentação. Neste momento a alimentação pode ser percecionada pela família como angústia e aproximação da morte. Os valores e crenças sobre a alimentação não são totalmente conhecidos e percebidos pelos enfermeiros, com dificuldade em conhecer o momento ideal de parar, de conhecer o impacto e significado atribuído pelo doente e pela família tornando-se numa atitude de obstinação terapêutica. Conclusão: A alimentação em fim de vida constitui um desafio para o Enfermeiro Especialista em Médico cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa, desde o diagnóstico à implementação de intervenções de enfermagem, no sentido de promover o conforto e dignidade ao doente e família/cuidador. 
ISSN:0214-9877
2603-5987