Construções concessivas, escalaridade e intersubjetividade: análise contrastiva de [ainda que p, q] e [mesmo que p, q]
Sob a perspectiva teórica da Linguística Cognitiva, este trabalho contrasta as construções concessivas [AINDA QUE P, Q] e [MESMO QUE P, Q] do português brasileiro em textos jornalísticos escritos. Com base em dados retirados do corpus do português (www.corpusdoportugues.br) e do Corpus NILC/ São Ca...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal do Rio de Janeiro
2024-04-01
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| Series: | Revista Linguística |
| Online Access: | https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/63301 |
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| author | Gabriela Silva Ribeiro Lilian Vieira Ferrari |
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Sob a perspectiva teórica da Linguística Cognitiva, este trabalho contrasta as construções concessivas [AINDA QUE P, Q] e [MESMO QUE P, Q] do português brasileiro em textos jornalísticos escritos. Com base em dados retirados do corpus do português (www.corpusdoportugues.br) e do Corpus NILC/ São Carlos (https://www.linguateca.pt), o objetivo é estabelecer a diferença semântico-pragmática entre as referidas construções (Goldberg, 1995). Para além da relação sintática de subordinação destacada pelas gramáticas tradicionais, estabelece-se a hipótese de que, em termos semânticos, ambas as construções sinalizam relações de incongruência entre P e Q, mas diferem pragmaticamente em relação às noções de factualidade e eventualidade, associadas à escalaridade (Dancygier e Sweetser, 2005). A escalaridade, por sua vez, está relacionada com a experiência social do falante, de modo que a relação causal estabelecida se enquadra na noção de Intersubjetividade Estendida (Tantucci, 2021). A análise preliminar das construções concessivas demonstra que as construções [AINDA QUE P, Q] e [MESMO QUE P, Q] se diferenciam, em termos pragmáticos, com base nas noções de factualidade e eventualidade, associadas à Postura Epistêmica (Fillmore, 1990a, b). Mais especificamente, a análise indica que a associação ou dissociação mental do falante pode estar relacionada ao evento descrito em P ou, ainda, à relação causal estabelecida entre P e Q.
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| format | Article |
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| issn | 1808-835X 2238-975X |
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| publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
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| spelling | doaj-art-63a25e1516584130bf8218e67f2352e52025-08-20T02:00:43ZporUniversidade Federal do Rio de JaneiroRevista Linguística1808-835X2238-975X2024-04-0120110.31513/linguistica.2024.v20n1a6330146302Construções concessivas, escalaridade e intersubjetividade: análise contrastiva de [ainda que p, q] e [mesmo que p, q]Gabriela Silva Ribeiro0https://orcid.org/0000-0003-1801-9212Lilian Vieira Ferrari1https://orcid.org/0000-0001-7808-4425Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Sob a perspectiva teórica da Linguística Cognitiva, este trabalho contrasta as construções concessivas [AINDA QUE P, Q] e [MESMO QUE P, Q] do português brasileiro em textos jornalísticos escritos. Com base em dados retirados do corpus do português (www.corpusdoportugues.br) e do Corpus NILC/ São Carlos (https://www.linguateca.pt), o objetivo é estabelecer a diferença semântico-pragmática entre as referidas construções (Goldberg, 1995). Para além da relação sintática de subordinação destacada pelas gramáticas tradicionais, estabelece-se a hipótese de que, em termos semânticos, ambas as construções sinalizam relações de incongruência entre P e Q, mas diferem pragmaticamente em relação às noções de factualidade e eventualidade, associadas à escalaridade (Dancygier e Sweetser, 2005). A escalaridade, por sua vez, está relacionada com a experiência social do falante, de modo que a relação causal estabelecida se enquadra na noção de Intersubjetividade Estendida (Tantucci, 2021). A análise preliminar das construções concessivas demonstra que as construções [AINDA QUE P, Q] e [MESMO QUE P, Q] se diferenciam, em termos pragmáticos, com base nas noções de factualidade e eventualidade, associadas à Postura Epistêmica (Fillmore, 1990a, b). Mais especificamente, a análise indica que a associação ou dissociação mental do falante pode estar relacionada ao evento descrito em P ou, ainda, à relação causal estabelecida entre P e Q. https://revistas.ufrj.br/index.php/rl/article/view/63301 |
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