MORTALIDADE POR ANEMIA FALCIFORME NO MATO GROSSO: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA
Objetivos: Analisar a mortalidade por anemia falciforme (AF) no Mato Grosso de 1996 a 2023. Material e métodos: Estudo transversal, quantitativo e retrospectivo com dados secundários, obtidos do Repositório de dados dos Sistemas de Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (DwWeb/SE...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
|
| Series: | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924005145 |
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| author | ENO Melo AJCR Lima IV Oliveira |
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| description | Objetivos: Analisar a mortalidade por anemia falciforme (AF) no Mato Grosso de 1996 a 2023. Material e métodos: Estudo transversal, quantitativo e retrospectivo com dados secundários, obtidos do Repositório de dados dos Sistemas de Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (DwWeb/SES-MT). Foram analisados dados de pacientes com AF com crise (D57.0) e sem crise (D57.1) conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A coleta de dados foi realizada por município de residência, abrangendo as seguintes variáveis: ano de óbito, sexo, faixa etária e cor/raça. Os dados coletados foram tabulados para distribuição de frequências absoluta e relativa. Resultados: No período de análise, foram registrados 179 óbitos por AF no Mato Grosso. Dentre esses registros, o município de Cuiabá (26,8%) foi o que apresentou o maior percentual de óbitos, seguido de Rondonópolis e Várzea Grande, ambos com 11,2%, e Cáceres (3,9%). Quanto ao sexo, a população feminina (50,3%) apresentou um quantitativo maior em relação a população masculina. Em relação à idade, as faixas etárias com maior número de registros de mortes foram as de 05 a 09 anos e 20 a 24 anos, ambas representando 12,3% do total, seguida pelas faixas etárias de 01 a 04 anos e 30 a 34 anos, ambas com 11,2%. No tocante à raça, observou-se maior prevalência de óbitos em indivíduos pardos (64,2%). Além disso, foi observado um maior número de registros por AF sem crise. Discussão: O município de Cuiabá destacou-se como local com maior percentual de óbitos por AF, essa alta concentração de casos pode ser atribuída à maior população urbana e à disponibilidade de serviços de saúde que possibilitam um melhor registro dos casos. No entanto, a presença de óbitos por AF em cidades de menor densidade populacional sugere uma maior prevalência dessa doença nessas regiões. Apesar da população feminina ter sido a mais acometida, não houve diferença significante em relação à população masculina, o que é evidenciado em outros estudos epidemiológicos sobre a ausência de relação entre a AF e o sexo. Outrossim, de acordo com os dados apresentados, foram observados que a maior taxa de mortalidade aconteceu na faixa etária de 05 a 09 anos e 20 a 24 anos, pressupondo o falecimento precoce por AF no estado do Mato Grosso. Ademais, é evidente que o perfil dos óbitos em relação à raça/cor, reflete o padrão racial característico do estado, além de concordar com o material teórico presente sobre o tema, uma vez que esta população apresenta a maior incidência de AF. Por fim, é evidenciado que a maior parcela dos óbitos ocorreu devido a AF sem crise, sugerindo que pode haver um subdiagnóstico ou uma subnotificação da AF com crise. Conclusão: Portanto, os dados destacam a necessidade de aumentar a visibilidade da doença no estado. Nesse sentido, é preciso melhorias no diagnóstico, acompanhamento, tratamento e registro da doença a fim de evitar óbitos precoces e melhorar a sobrevida dessa população no Mato Grosso. |
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| series | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| spelling | doaj-art-63409cfc277d410081470a4f1b908e6b2025-08-20T02:17:34ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S10810.1016/j.htct.2024.09.181MORTALIDADE POR ANEMIA FALCIFORME NO MATO GROSSO: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICAENO Melo0AJCR Lima1IV Oliveira2Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Cáceres, MT, BrasilCentro Universitário Estácio do Pantanal (UNIPANTANAL), Cáceres, MT, BrasilUniversidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Cáceres, MT, BrasilObjetivos: Analisar a mortalidade por anemia falciforme (AF) no Mato Grosso de 1996 a 2023. Material e métodos: Estudo transversal, quantitativo e retrospectivo com dados secundários, obtidos do Repositório de dados dos Sistemas de Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (DwWeb/SES-MT). Foram analisados dados de pacientes com AF com crise (D57.0) e sem crise (D57.1) conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A coleta de dados foi realizada por município de residência, abrangendo as seguintes variáveis: ano de óbito, sexo, faixa etária e cor/raça. Os dados coletados foram tabulados para distribuição de frequências absoluta e relativa. Resultados: No período de análise, foram registrados 179 óbitos por AF no Mato Grosso. Dentre esses registros, o município de Cuiabá (26,8%) foi o que apresentou o maior percentual de óbitos, seguido de Rondonópolis e Várzea Grande, ambos com 11,2%, e Cáceres (3,9%). Quanto ao sexo, a população feminina (50,3%) apresentou um quantitativo maior em relação a população masculina. Em relação à idade, as faixas etárias com maior número de registros de mortes foram as de 05 a 09 anos e 20 a 24 anos, ambas representando 12,3% do total, seguida pelas faixas etárias de 01 a 04 anos e 30 a 34 anos, ambas com 11,2%. No tocante à raça, observou-se maior prevalência de óbitos em indivíduos pardos (64,2%). Além disso, foi observado um maior número de registros por AF sem crise. Discussão: O município de Cuiabá destacou-se como local com maior percentual de óbitos por AF, essa alta concentração de casos pode ser atribuída à maior população urbana e à disponibilidade de serviços de saúde que possibilitam um melhor registro dos casos. No entanto, a presença de óbitos por AF em cidades de menor densidade populacional sugere uma maior prevalência dessa doença nessas regiões. Apesar da população feminina ter sido a mais acometida, não houve diferença significante em relação à população masculina, o que é evidenciado em outros estudos epidemiológicos sobre a ausência de relação entre a AF e o sexo. Outrossim, de acordo com os dados apresentados, foram observados que a maior taxa de mortalidade aconteceu na faixa etária de 05 a 09 anos e 20 a 24 anos, pressupondo o falecimento precoce por AF no estado do Mato Grosso. Ademais, é evidente que o perfil dos óbitos em relação à raça/cor, reflete o padrão racial característico do estado, além de concordar com o material teórico presente sobre o tema, uma vez que esta população apresenta a maior incidência de AF. Por fim, é evidenciado que a maior parcela dos óbitos ocorreu devido a AF sem crise, sugerindo que pode haver um subdiagnóstico ou uma subnotificação da AF com crise. Conclusão: Portanto, os dados destacam a necessidade de aumentar a visibilidade da doença no estado. Nesse sentido, é preciso melhorias no diagnóstico, acompanhamento, tratamento e registro da doença a fim de evitar óbitos precoces e melhorar a sobrevida dessa população no Mato Grosso.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924005145 |
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