Variações anatômicas na circulação hepática: estudo em 500 tomografias computadorizadas de abdome

Resumo Contexto O conhecimento sobre a anatomia vascular do fígado e outros órgãos abdominais auxilia o cirurgião a realizar um melhor planejamento pré-operatório, obter maior sucesso cirúrgico, prevenir complicações e diminuir a morbimortalidade. Objetivos Relatar a prevalência de variações anatô...

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Main Authors: Maria Eduarda Zen Biz, Jéssica Paola Salame, Gustavo Gumz Correia, Rafael Saviolo Moreira
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) 2025-05-01
Series:Jornal Vascular Brasileiro
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-54492025000100314&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Contexto O conhecimento sobre a anatomia vascular do fígado e outros órgãos abdominais auxilia o cirurgião a realizar um melhor planejamento pré-operatório, obter maior sucesso cirúrgico, prevenir complicações e diminuir a morbimortalidade. Objetivos Relatar a prevalência de variações anatômicas da artéria hepática própria e da veia porta, observadas em exames de tomografia computadorizada. Métodos Trata-se de um estudo retrospectivo no qual foram avaliados 500 exames de tomografia computadorizada de abdome trifásico. As variações foram classificadas de acordo com Michels (1966) para a anatomia arterial e Cheng (1996) para a portal. Resultados Entre os casos estudados, 31,2% apresentaram variação quanto à vascularização arterial, sendo a mais prevalente a do Tipo V, com 8,2%. Nenhum participante foi identificado com o Tipo X, e 0,4% não puderam ser classificados. Com respeito à venosa, 21,8% eram variados, com maior prevalência do Tipo IV, observado em 8% das imagens analisadas. Conclusões Pode-se agregar conhecimento médico sobre as variações descritas e demonstrar sua prevalência na população estudada, o que é fundamental para o correto manejo das patologias cirúrgicas do abdome superior e para a redução das taxas de complicações pós-operatórias. Variações não classificadas por ensaios prévios devem ser categorizadas conforme sua importância clínica. Além disso, novos estudos devem ser encorajados a fim de compreender melhor os padrões populacionais do país e reduzir as taxas de mortalidade em procedimentos cirúrgicos relacionados aos vasos citados.
ISSN:1677-7301