ANÁLISE DO PERFIL PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES DA REDE DE SAÚDE DA COORDENADORIA OESTE DE PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL

Introdução: A relação de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) com os serviços de média complexidade baseiam-se na interprofissionalidade e no trabalho colaborativo. Assim, conhecer o perfil destes profissionais é fundamental para o subsídio de novas abordagens de qualificação do cuidado, por...

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Main Authors: Vanessa Maria Panozzo, Carolina Araujo Londero, Taís Lopes Pereira, Laura Salvaterra Domingues Lemos, Luciane Maria Pilotto
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2024-12-01
Series:Saberes Plurais
Subjects:
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/saberesplurais/article/view/144178
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Summary:Introdução: A relação de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) com os serviços de média complexidade baseiam-se na interprofissionalidade e no trabalho colaborativo. Assim, conhecer o perfil destes profissionais é fundamental para o subsídio de novas abordagens de qualificação do cuidado, por meio de ações de educação permanente em saúde. Objetivo: Analisar o perfil dos trabalhadores da APS e serviços de média complexidade da Coordenadoria Oeste de Saúde do município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Metodologia: Pesquisa observacional transversal, com coleta de dados realizada por formulário eletrônico, entre novembro de 2021 e março de 2022. Os participantes do estudo foram trabalhadores da saúde vinculados à Coordenadoria Oeste. As variáveis pesquisadas relacionaram-se com características do perfil dos profissionais/gestores. As análises foram realizadas no software R. Resultados: A amostra foi constituída por 84 participantes, sendo 63 (75%) pessoas brancas, 20 (23,8%) pessoas pretas e uma (1,2%) se declarou indígena. Ainda, 65 (77,4%) eram mulheres cisgênero e 16 (19%) homens cisgênero. A maior parte dos respondentes tinha 40 anos ou mais (48,8%) e ensino superior, com um número maior de enfermeiros (27,4%), médicos (23,8%) e técnicos de Enfermagem (15,5%). A grande maioria (65,5%) tinha realizado cursos de pós-graduação, especialmente especialização (36,9%). Eram profissionais que atuavam na assistência à saúde (76,2%), por um tempo de até 3 anos (75%). Conclusão: O estudo encontrou a predominância de mulheres cisgênero e brancas. Houve pequena participação de determinadas profissões, o que pode sugerir um baixo número destes profissionais na rede de saúde, afetando a integralidade do cuidado. O tempo restrito de atuação dos profissionais nesta Coordenadoria pode ser explicado pelo fim do Instituto Municipal da Estratégia da Saúde da Família (IMESF) e da terceirização da APS, sendo necessário analisar as relações de trabalho e sua interferência na produção do cuidado.
ISSN:2525-507X