GESTÃO DE UM CASO DE RIZARTROSE NUM PROFISSIONAL DE SAÚDE, AGRAVADO EM CONTEXTO DA PANDEMIA COVID-19 E O PAPEL DA SAÚDE OCUPACIONAL PARA O BEM-ESTAR DO PROFISSIONAL

Introdução: As lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos Profissionais de Saúde (PS) sofreram um aumento durante a pandémica da COVID-19, provocando alterações no bem-estar e alterando o seu desempenho. Este aumento deveu-se sobretudo à sobrecarga de trabalho, aumento da carga horár...

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Main Authors: Flora Alexandra Faria Sampaio, Maria Conceição Morgado Viana Barbosa, Tiago André Fernandes Brito, Juliana Ribeiro Costa Vilas Boas
Format: Article
Language:English
Published: Esra Demirarslan 2022-10-01
Series:Sağlık Akademisi Kastamonu
Subjects:
Online Access:https://dergipark.org.tr/tr/download/article-file/2518674
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description Introdução: As lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos Profissionais de Saúde (PS) sofreram um aumento durante a pandémica da COVID-19, provocando alterações no bem-estar e alterando o seu desempenho. Este aumento deveu-se sobretudo à sobrecarga de trabalho, aumento da carga horária e às exigências do trabalho em serviços de saúde sobrelotados. A Rizartrose atinge a articulação trapézio-metacarpiana, uma articulação com grande amplitude de movimento e das mais afetadas na mão. É mais comum nas mulheres com mais de 40 anos, como consequência do uso excessivo. Os Assistentes Operacionais estão em risco desta patologia dado as atividades repetitivas que desempenham. Objetivo: Mostrar como um caso de Rizartrose foi afetado pelo contexto do trabalho durante a pandemia e o papel da Saúde Ocupacional para gerir o caso e contribuir para o bem-estar do profissional. Método/ Descrição do caso clínico: Mulher de 58 anos, Assistente Operacional numa USF desde há 25 anos e sem outros antecedentes relevantes. Até março de 2020 desempenhava funções variadas de limpeza, recolha de resíduos e reposição de material, com o início da pandemia passou a realizar exclusivamente procedimentos de higienização de superfícies, como superfícies de acrílico, cadeiras e pavimentos, com movimentos repetitivos de flexão do polegar da mão direita pelo uso de Spray desinfetante. Em setembro de 2020 recorreu à consulta de Medicina do Trabalho com queixas de dor a nível da articulação trapézio-metacarpiana do polegar direito, que agravavam ao fim do dia de trabalho e que melhoravam nos dias de descanso, com forte repercussão a nível da sua vida diária, dificultando tarefas como cozinhar e higiene pessoal. Ao exame físico apresentava dor à mobilização passiva a ativa da articulação e edema. Na radiografia apresentava sinais de artrose, tendo sido assumido o diagnóstico de Rizartrose, agravada pelo trabalho atual. Foi participado como Doença Profissional, instituiu-se tratamento medicamentoso, orientou-se para a consulta de Ortopedia e de Medicina Física e Reabilitação, onde realizou tratamento fisiátrico e procedeu-se à alteração do seu posto de trabalho, nomeadamente com a emissão da Ficha de Aptidão com aptidão condicional, com restrição de tarefas repetitivas com o membro superior direito. Foi ainda discutido o caso com a sua chefia de forma a serem atribuídas outras tarefas. Após a instituição destas medidas referiu melhoria dos sintomas e da qualidade de vida. Conclusões: A Rizartrose, causada ou agravada pelo trabalho repetitivo, pode ser considerada uma Doença Profissional. A Saúde Ocupacional, além da participação da doença, tem como objetivo promover a saúde do trabalhador, restringindo atividades que sejam prejudiciais para a sua saúde e propondo um posto de trabalho adequado às suas limitações. A pandemia alterou formas de trabalho, criando novos desafios e exigindo novas estratégias para solucionar problemas, tendo em vista o bem-estar dos profissionais em tempos em que as exigências são elevadas. Este caso permite exemplificar como a pandemia afetou individualmente um profissional e como a Saúde Ocupacional conseguiu dar uma resposta satisfatória.
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