Existo, logo o mundo pensa: Whitehead, Latour e a estética científica

Muitos pensam que a capacidade crítica e reflexiva, assim como a postura de acolher a contingência, o outro e o debate, é alguma energia interna e bem intencionada de pessoas com mente aberta, como defendem os liberais, quer de direita, quer de esquerda. O que não percebem é o quanto a capacidade d...

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Bibliographic Details
Main Author: Thiago Araujo Pinho
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual Paulista 2023-11-01
Series:Trans/Form/Ação
Subjects:
Online Access:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/14195
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Description
Summary:Muitos pensam que a capacidade crítica e reflexiva, assim como a postura de acolher a contingência, o outro e o debate, é alguma energia interna e bem intencionada de pessoas com mente aberta, como defendem os liberais, quer de direita, quer de esquerda. O que não percebem é o quanto a capacidade de reflexão e diálogo é um fenômeno externo, presente no próprio mundo, produzido apenas graças a um espaço de resistências, encontros e até frustrações, a exemplo da esfera acadêmica e científica. Ele impede que meu cogito e meus convenientes esquemas epistêmicos saiam do controle, em um delírio transcendentalista perigoso, e se apoderem do mundo e das próprias circunstâncias. O objetivo deste ensaio é justamente compreender essa dimensão estética da ciência, essa característica ontológica que atravessa seus contornos, tomando como ponto de partida os conceitos de “importância”, em Whitehead, e matters of concern, em Bruno Latour.
ISSN:0101-3173
1980-539X