Tendências Temporais na Epidemiologia da Febre Reumática Aguda: Uma Análise Nacional de 2008 a 2022

Resumo Fundamento A febre reumática aguda (FRA) ainda representa um grande desafio de saúde pública, principalmente em países de baixa e média renda. Afeta desproporcionalmente populações não brancas em regiões menos favorecidas e pode evoluir para cardiopatia reumática (CR), associada à alta morb...

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Main Authors: Antonio Mutarelli, Larissa Armelin, Alexandre Negrão Pantaleão, Alleh Nogueira, Carla Jorge Machado, José Luiz P Silva, Jagdip Kang, Walderez O. Dutra, Maria C. P. Nunes
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 2025-08-01
Series:Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2025000700304&tlng=en
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description Resumo Fundamento A febre reumática aguda (FRA) ainda representa um grande desafio de saúde pública, principalmente em países de baixa e média renda. Afeta desproporcionalmente populações não brancas em regiões menos favorecidas e pode evoluir para cardiopatia reumática (CR), associada à alta morbidade e mortalidade. Objetivos Analisar internações e óbitos relacionados à FRA no Brasil entre 2008 e 2022, destacando desigualdades regionais e demográficas. Métodos Estudo transversal baseado em dados de internação e mortalidade por FRA, coletados pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Dados estratificados por características demográficas, região e tipo de visita hospitalar foram analisados utilizando modelos de regressão linear de média móvel para avaliar o impacto de idade, sexo e raça. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05. Resultados Foram registradas 11.061 internações e 65 óbitos por FRA; 53% dos hospitalizados eram homens e 16% eram brancos. A faixa etária de 10 a 14 anos apresentou as maiores taxas de internação, enquanto a de 15 a 19 anos apresentou mais óbitos. As internações foram mais frequentes entre indivíduos não-brancos, concentrando-se no Nordeste do Brasil. Ao longo do tempo, as internações pela FRA diminuíram em todas as demografias, com convergência gradual entre as taxas de homens e mulheres até 2022. Conclusões O estudo revela um declínio nas internações por FRA em todas as regiões e demografias, embora ainda persistam disparidades. Não houve diferença significativa nos casos entre homens e mulheres. Evidência é uma evidência entre fatores socioeconômicos e a carga de doença, afetando mais grupos de baixa renda.
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