Livre-arbítrio e a relação mente e cérebro em Benjamin Libet
O meu objetivo é refletir criticamente sobre o modo como Benjamim Libet interpreta os experimentos por ele realizados, os quais têm como foco principal a questão do livre-arbítrio. Esses experimentos têm sido frequentemente considerados como uma prova científica contra o livre-arbítrio, na medida e...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2014-05-01
|
| Series: | Principia: An International Journal of Epistemology |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/principia/article/view/31395 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | O meu objetivo é refletir criticamente sobre o modo como Benjamim Libet interpreta os experimentos por ele realizados, os quais têm como foco principal a questão do livre-arbítrio. Esses experimentos têm sido frequentemente considerados como uma prova científica contra o livre-arbítrio, na medida em que teriam mostrado que a intenção e a vontade conscientes resultam de processos cerebrais, os quais, por serem inconscientes e anteriores, não poderiam ser controlados por essa mesma vontade. Mas não é essa a posição de Libet, que distingue a intenção e a vontade consciente, postulando que apenas a primeira resulta de processos cerebrais anteriores e inconscientes, enquanto que a segunda é autônoma em relação ao cérebro, ao mesmo tempo em que pode agir causalmente sobre este. Desse modo, Libet prefere ignorar a sugestão inicial de seus experimentos, ou seja, a de que todo evento mental resulta ou é efeito de processos cerebrais específicos. Argumento que Libet a ignora por não ser capaz de entender a partir dela como os eventos mentais, sendo resultantes da atividade cerebral, poderiam agir causalmente sobre o cérebro.
|
|---|---|
| ISSN: | 1808-1711 |