PE-018 Perfil do paciente e caracterização do padrão de tratamento do melanoma avançado em dois centros privados de câncer no Brasil: um estudo do mundo real

Introdução: O câncer de pele é o mais incidente entre os tipos de câncer no Brasil; apesar de representar apenas 4% desse tipo de tumor, o melanoma causa 75% das mortes. O estágio avançado do melanoma reduz em quatro vezes a taxa de sobrevida em comparação com a doença localizada. No entanto, o pan...

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Main Authors: Ana Paula Oliveira, Camila Finardi Roubik, Daniela Mirandola, Thais Herrero Geraldino, Helder Yudji Etto, Leticia Maria Neves de Carvalho, Cicero Luis Cunha de Souza Martins, Leandro Alves Ladislau
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-03-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1141
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Summary:Introdução: O câncer de pele é o mais incidente entre os tipos de câncer no Brasil; apesar de representar apenas 4% desse tipo de tumor, o melanoma causa 75% das mortes. O estágio avançado do melanoma reduz em quatro vezes a taxa de sobrevida em comparação com a doença localizada. No entanto, o panorama do tratamento da doença avançada evoluiu significativamente com novas terapias, como as imunoterapias desde 2016, que promoveram maior sobrevida em relação à quimioterapia tradicional. Ainda assim, faltam dados sobre perfis de pacientes e padrões de tratamento para a condição no sistema de saúde privado brasileiro, dificultando decisões de tratamento informadas e análises críticas. Objetivo: Caracterizar dados clínicos e demográficos e padrões de tratamento de pacientes com melanoma avançado em dois centros oncológicos privados no Brasil. Material e Método: Estudo observacional, retrospectivo e não intervencional, baseado na revisão de prontuários de pacientes com melanoma avançado (estágio III ou IV) tratados entre janeiro de 2012 e dezembro de 2020 em dois centros privados de oncologia no Brasil. Variáveis quantitativas foram descritas por média, mediana, mínimo e máximo, incluindo desvio padrão, se aplicável. Variáveis qualitativas foram descritas por frequências absolutas (n) e relativas (%). As análises foram realizadas com o Software SSP v25.0. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética das instituições. Resultados: O estudo incluiu 185 pacientes, dos quais 62,7% eram homens (37,3% mulheres). A idade média foi de 62 (±14) anos e o peso médio foi de 78 (±17) kg. A classificação CID-10 mais frequente (64,3%) no diagnóstico foi melanoma maligno da pele (C43). Doença metastática (estágio IV) foi o primeiro diagnóstico relacionado ao melanoma para 39 pacientes (21,1%), em contraste com 98,4% que tinham um diagnóstico de estágio IV quando a condição avançada foi identificada. O tempo mediano entre o diagnóstico de melanoma avançado e o início do tratamento foi de 1,9 meses. Todos os pacientes receberam tratamento avançado de Primeira Linha (1L), sendo os mais comuns a monoterapia anti-PD-1 (39,5%), dacarbazina (18,4%), vemurafenibe (10,8%) e anti-CTLA-4 + anti-PD-1 (10,3%). Menos da metade passaram por uma terapia de segunda linha (n=85, 45,9%), enquanto 35 pacientes (18,9%) chegaram à terapia de terceira linha. de 2012 a 2015 (n=59 pacientes), a dacarbazina predominou como a principal terapia de 1L (47,5%). No entanto, a partir de 2016 (n=126), o cenário mudou com a aprovação da imunoterapia (anti-PD1 ± anti-CTLA4), estabelecendo-a como a escolha predominante para 1L (78,8%). Conclusões: Os achados deste estudo retrospectivo de mundo real destacam a idade avançada no diagnóstico, as características clínicas e o padrão de tratamento em evolução do melanoma avançado em dois centros de câncer no Brasil. Em particular, o surgimento da imunoterapia como uma escolha proeminente no tratamento de 1L, marcando uma mudança significativa em relação aos regimes de quimioterapia tradicionais.
ISSN:2525-5010
2525-7323