“EU SEMPRE FUI ADULTO, PORQUE NA REALIDADE, EU SEMPRE TRABALHEI”

O objetivo deste artigo é analisar as percepções de jovens egressos de um programa de aprendizagem profissional em relação à transição para a vida adulta.  Foi realizado um estudo qualitativo, com 26 aprendizes egressos de diferentes regiões do país. A pesquisa foi conduzida a partir de entrevistas...

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Bibliographic Details
Main Authors: Jane Kelly Dantas Barbosa, Silas Dias Mendes Costa, Kely César Martins de Paiva, Adriana Ventola Marra
Format: Article
Language:English
Published: Universidade FUMEC 2025-04-01
Series:Faces: Revista de Administração
Subjects:
Online Access:https://revista.fumec.br/index.php/facesp/article/view/10349
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Description
Summary:O objetivo deste artigo é analisar as percepções de jovens egressos de um programa de aprendizagem profissional em relação à transição para a vida adulta.  Foi realizado um estudo qualitativo, com 26 aprendizes egressos de diferentes regiões do país. A pesquisa foi conduzida a partir de entrevistas, submetidas à técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicam paradoxos entre as representações sociais do que é ser adulto e ser jovem, que remetem, no primeiro caso, ao trabalho, à responsabilidade e à autonomia; e no segundo, à ausência de experiência, à dependência e à imaturidade. Essas concepções são elaboradas a partir de aspectos socialmente construídos, em detrimento de critérios biológicos e etários. No processo de transição para a vida adulta, pode ocorrer a adultização precoce, destacando-se a necessidade de ter autonomia e independência financeira, aspectos que tendem a colocar o trabalho em uma posição de centralidade na vida desses jovens. Apesar de a inserção profissional via aprendizagem possibilitar um emprego formal e experiências valorizadas no futuro, a trajetória dos jovens trabalhadores se mostra não linear e condicionada por marcadores sociais. 
ISSN:1517-8900
1984-6975