O imaginário da paisagem na poesia de Emily Dickinson
O tema da paisagem surge como contraponto ao contexto urbano acelerado e ao isolamento digital, em que indivíduos frequentemente se distanciam tanto de suas conexões interpessoais quanto do mundo material e da paisagem que os circunda. Este artigo investiga a representação da paisagem na poesia de E...
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| Published: |
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
2025-06-01
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| Series: | Revista de Estudos Literários da UEMS - REVELL |
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| Online Access: | https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/9294 |
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| author | Cristiane Pagoto Jordana Cristina Blos Veiga Xavier Lívia Nunes Bittencourt Valeze |
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| description | O tema da paisagem surge como contraponto ao contexto urbano acelerado e ao isolamento digital, em que indivíduos frequentemente se distanciam tanto de suas conexões interpessoais quanto do mundo material e da paisagem que os circunda. Este artigo investiga a representação da paisagem na poesia de Emily Dickinson, buscando refletir sobre como a percepção da natureza pode oferecer uma alternativa a um viver fragmentado. Diante do desafio de observar e ouvir a natureza e suas regras autônomas, indagamos: seria possível encontrar nela um caminho para uma existência mais plena? A obra de Dickinson, marcada por uma contemplação sensível da paisagem, é analisada com base em um referencial teórico que inclui Michel Collot, Ida Ferreira Alves e Marcia M. Miguel Feitosa nos estudos da paisagem. Complementarmente, os textos de José Lira, Patrícia Ramos e Katherine Funke elucidam a poética da autora, enquanto Ailton Krenak permite aproximar sua obra dos dilemas contemporâneos. Os resultados revelam que a poesia de Dickinson valoriza tanto vastas paisagens quanto minúsculos e quase invisíveis detalhes, expressando um olhar atento e contemplativo. Num mundo acelerado e mercantilizado, onde a natureza também é explorada como produto, a leitura de Dickinson resiste a essa lógica superficial. Seus versos sugerem uma reconexão poética e imaginativa com a paisagem, oferecendo um convite à desaceleração e ao aprofundamento na relação com o ambiente natural. |
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| institution | Kabale University |
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| language | English |
| publishDate | 2025-06-01 |
| publisher | Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul |
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| series | Revista de Estudos Literários da UEMS - REVELL |
| spelling | doaj-art-59229ec378ff42ba95433fc33b6d0ee22025-08-20T03:26:16ZengUniversidade Estadual de Mato Grosso do SulRevista de Estudos Literários da UEMS - REVELL2179-44562025-06-0113910.61389/revell.v1i39.9294O imaginário da paisagem na poesia de Emily DickinsonCristiane Pagoto0https://orcid.org/0000-0003-0932-8742Jordana Cristina Blos Veiga Xavier1https://orcid.org/0000-0001-5846-2986Lívia Nunes Bittencourt Valeze2https://orcid.org/0000-0001-5846-2986UnesparUniversidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS-Dourados)Universidade Estadual do Paraná - UNESPARO tema da paisagem surge como contraponto ao contexto urbano acelerado e ao isolamento digital, em que indivíduos frequentemente se distanciam tanto de suas conexões interpessoais quanto do mundo material e da paisagem que os circunda. Este artigo investiga a representação da paisagem na poesia de Emily Dickinson, buscando refletir sobre como a percepção da natureza pode oferecer uma alternativa a um viver fragmentado. Diante do desafio de observar e ouvir a natureza e suas regras autônomas, indagamos: seria possível encontrar nela um caminho para uma existência mais plena? A obra de Dickinson, marcada por uma contemplação sensível da paisagem, é analisada com base em um referencial teórico que inclui Michel Collot, Ida Ferreira Alves e Marcia M. Miguel Feitosa nos estudos da paisagem. Complementarmente, os textos de José Lira, Patrícia Ramos e Katherine Funke elucidam a poética da autora, enquanto Ailton Krenak permite aproximar sua obra dos dilemas contemporâneos. Os resultados revelam que a poesia de Dickinson valoriza tanto vastas paisagens quanto minúsculos e quase invisíveis detalhes, expressando um olhar atento e contemplativo. Num mundo acelerado e mercantilizado, onde a natureza também é explorada como produto, a leitura de Dickinson resiste a essa lógica superficial. Seus versos sugerem uma reconexão poética e imaginativa com a paisagem, oferecendo um convite à desaceleração e ao aprofundamento na relação com o ambiente natural. https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/9294PaisagemPoesiaEmily DickinsonContemporaneidadeImaginário |
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