PRAZER, DESPRAZER E GOZO NOS ESCRITOS DO ÚLTIMO PERÍODO DE NIETZSCHE

O hábito que tenho de brevemente percorrer – no início de um estudo sobre Nietzsche – as três fases pelas quais passaram o seu pensamento e a sua escrita pode resultar esclarecedor na medida em que, por este percurso, espero poder sublinhar as diferentes rupturas, retomadas e reelaborações que ponti...

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Main Author: Rogério Miranda de Almeida
Format: Article
Language:deu
Published: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) & Universidade Federal Fluminense (UFF) & Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) 2014-09-01
Series:Revista Trágica
Online Access:https://revistas.ufrj.br/index.php/tragica/article/view/26619
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Description
Summary:O hábito que tenho de brevemente percorrer – no início de um estudo sobre Nietzsche – as três fases pelas quais passaram o seu pensamento e a sua escrita pode resultar esclarecedor na medida em que, por este percurso, espero poder sublinhar as diferentes rupturas, retomadas e reelaborações que pontilharam e individuaram a sua evolução. Efetivamente, os escritos nietzschianos se desenrolam, ou melhor, não podem desenrolar-se senão através de uma multiplicidade de leituras e releituras, de escritas e reescritas, de interpretações e reinterpretações, que essencialmente marcam e manifestam a experiência do paradoxo, vale dizer, do texto entendido como espaço de resistência e superação, de inclusão e exclusão, de construção e destruição, de criação e recriação contínuas. Designo, pois, esta pluralidade de perspectivas, de interpretações e, para servirme de um termo peculiar a Nietzsche, de revalorações, pela expressão: a escrita do paradoxo, ou da infinita e sempre renovada significação.
ISSN:1982-5870