Reivindicando responsabilidades

Este artigo considera e critica dois modelos de responsabilidade moral: o modelo retributivo, que vê a responsabilização como uma resposta retributiva ou punitiva a um transgressor, e o modelo reabilitativo, que vê a responsabilização como uma ferramenta para o aprimoramento da agência, melhoria mo...

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Bibliographic Details
Main Author: Michelle Ciurria
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 2024-12-01
Series:Perspectiva Filosófica
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/265132
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Description
Summary:Este artigo considera e critica dois modelos de responsabilidade moral: o modelo retributivo, que vê a responsabilização como uma resposta retributiva ou punitiva a um transgressor, e o modelo reabilitativo, que vê a responsabilização como uma ferramenta para o aprimoramento da agência, melhoria moral, ou andaimes morais. Defendo que, embora a responsabilidade possa servir estes propósitos, deve fazê-lo de uma forma que (também) aborde a opressão. Chamo esta visão de “melhoradora” porque procura melhorar o sistema de responsabilidade através da justiça social. Ao apresentar este argumento, sublinho as ligações entre retribuição e reabilitação na prática (ou seja, no mundo real) e a injustiça estrutural. Estas ligações são muitas vezes omitidas ou negligenciadas nas descrições optimistas do potencial retributivo e reabilitador da responsabilidade, em contraste com a sua triste realidade.
ISSN:0104-6454
2357-9986