Validação do modelo lógico da assistência integral às crianças com síndrome congênita da Zika

Resumo: O objetivo deste estudo foi elaborar e validar o modelo lógico dos componentes da assistência integral às crianças com síndrome congênita da Zika (SCZ) no Município do Rio de Janeiro, Brasil. Foram desenvolvidas três etapas: (1) busca na literatura científica e em documentos oficiais para el...

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Main Authors: Danielle Amaral de Freitas, Reinaldo Souza-Santos, Sónia Dias, Rosa Maria Soares Madeira Domingues, Mayumi Duarte Wakimoto
Format: Article
Language:English
Published: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz 2025-07-01
Series:Cadernos de Saúde Pública
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2025000601300&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo: O objetivo deste estudo foi elaborar e validar o modelo lógico dos componentes da assistência integral às crianças com síndrome congênita da Zika (SCZ) no Município do Rio de Janeiro, Brasil. Foram desenvolvidas três etapas: (1) busca na literatura científica e em documentos oficiais para elaboração do modelo lógico; (2) aperfeiçoamento do modelo incorporando as sugestões de especialistas nas áreas de saúde da criança, da pessoa com deficiência, avaliação em saúde e Rede de Atenção à Saúde (RAS); e (3) validação do modelo lógico por meio do método de consenso de Delphi em duas fases: avaliação da pertinência e da relevância dos itens do modelo através do percentual de concordância (PC), do coeficiente alfa de Cronbach, mediana e valor interquartil. O modelo lógico contém todos os componentes necessários para o acolhimento e acompanhamento dos casos de SCZ, desde a concepção até o terceiro ano de vida. Foram classificados como pertinentes 136 itens do modelo (fase 1: PC 96-97% e 0,76-0,93; fase 2: PC 98% e 0,88-0,97), 98% muito relevantes e 2% relevantes. A elaboração e validação do modelo lógico possibilitou a representação gráfica dos componentes necessários para assistência integral à saúde das crianças com SCZ, bem como a organização dos fluxos assistenciais, com os elementos necessários para auxiliar a gestão local no planejamento, estruturação e avaliação da RAS. Apesar das características singulares da cidade, este modelo revela-se passível de aplicação em outras localidades com fatores contextuais semelhantes aos observados no Rio de Janeiro.
ISSN:1678-4464