Uma abordagem sociolinguística da concordância nominal de número no falar dos habitantes do município amazonense de Benjamin Constant

Este artigo teve como objetivo investigar a Concordância Nominal de Número no falar dos habitantes do município de Benjamin Constant (AM). Para realização desta pesquisa foram controlados de forma sistemática os seguintes grupos de fatores independentes: extralinguísticos - a idade, o sexo, a escola...

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Bibliographic Details
Main Author: Flávia Santos Martins
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística 2010-01-01
Series:Working Papers em Linguística
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/18331
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Summary:Este artigo teve como objetivo investigar a Concordância Nominal de Número no falar dos habitantes do município de Benjamin Constant (AM). Para realização desta pesquisa foram controlados de forma sistemática os seguintes grupos de fatores independentes: extralinguísticos - a idade, o sexo, a escolaridade e o nível de formalidade, na busca de um melhor conhecimento sócio-cultural da área pesquisada, e linguísticos - a saliência fônica, a posição, a classe gramatical e o contexto seguinte. Os dados de elocução livre analisados mostram que os falantes do município investigado utilizam mais a não-concordância, variante considerada não-padrão e inovadora (57%). A análise de grupos de fatores condicionantes realizada mostra os seguintes resultados: a 1ª posição ocupada no sintagma nominal é o elemento que mais privilegia o uso de marcas explícitas de plural, assim como os elementos determinantes à esquerda (artigo, numeral e pronome); a saliência fônica mostrou-se como um dos condicionadores que mais provocam a presença de marcas de plural; quando o contexto seguinte é vogal, em relação à pausa e às consoantes, há preservação da marca de plural; as mulheres tendem ao uso da norma padrão, portanto, fazem uso da concordância nominal e quanto à idade, os jovens utilizam com a mesma frequência tanto a variante inovadora (uso da não concordância) quanto a conservadora (uso da concordância), assim como os mais velhos.
ISSN:1984-8420