Correr por gosto tem de cansar: da prova(ção) física como prova moral nas corridas “populares” de estrada

Confluindo no regime geral da mercadoria capitalista, nos últimos anos multiplicaram-se as provas de corrida em Portugal. Paga-se para participar, com contrapartidas que não se esgotam no ato de correr, e muitas das provas contam com patrocinadores. Embora a oferta mercantil tenda a constituir procu...

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Main Author: João Sedas Nunes
Format: Article
Language:English
Published: CICS.NOVA - Interdisciplinary Centre of Social Sciences, Universidade Nova de Lisboa 2024-06-01
Series:Forum Sociológico
Subjects:
Online Access:https://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0872-83802024000100025&lng=pt&nrm=iso
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Summary:Confluindo no regime geral da mercadoria capitalista, nos últimos anos multiplicaram-se as provas de corrida em Portugal. Paga-se para participar, com contrapartidas que não se esgotam no ato de correr, e muitas das provas contam com patrocinadores. Embora a oferta mercantil tenda a constituir procuras específicas, não basta “olhar” para o tipo de prova para identificar as modalidades de participação a que os corredores se prestam. O efeito de mercantilização far-se-á sentir sobretudo na diversificação dos públicos: mais homogéneos nas provas com menor visibilidade. Centrada nas provas de estrada entre os 10 km e a maratona, com base em observação participante, exploram-se duas das três relações apuradas com a prática atlética, as das competitividades ascética egocêntrica e ascética sociocêntrica, guiada por certos enigmas: que sentido comporta a proeza atlética? Como e o que comprova? Para que juízos morais abre? Quais as disposições que combinam com o “ascetismo laborioso”?
ISSN:0872-8380
2182-7427