A RELAÇÃO DO CAPITAL COM A NATUREZA MUDOU? UMA ANÁLISE CRÍTICA DA AGENDA ESG

A crise climática não é apenas mais uma crise que o capitalismo nos proporciona sentir, é uma realidade catastrófica, que coloca em risco a humanidade, mas que no presente, é sentida pela classe trabalhadora, especialmente pelas camadas mais vulneráveis. Para suavizar esta realidade e posicionar as...

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Main Authors: Edir Henig, Pâmela Mossmann de Aguiar, Márcia Teixeira Falcão, Íris Anita Fabian Ramirez, Georgia Patrícia da Silva Ferko
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Maringá 2025-02-01
Series:Caderno de Administração
Subjects:
Online Access:https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CadAdm/article/view/74676
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Description
Summary:A crise climática não é apenas mais uma crise que o capitalismo nos proporciona sentir, é uma realidade catastrófica, que coloca em risco a humanidade, mas que no presente, é sentida pela classe trabalhadora, especialmente pelas camadas mais vulneráveis. Para suavizar esta realidade e posicionar as organizações como sustentáveis, surgiu a agenda ESG. A ESG surge e se torna modinha nas políticas organizacionais e na ciência burguesa, que busca limpar a imagem e dar uma roupagem de responsabilidade social e ambiental. Neste sentido, a problemática que move esta discussão é se ESG seria uma forma do capital se apropriar da natureza e maximizar sua acumulação através do discurso de sustentabilidade? Sendo propositivo discutir criticamente a adoção da ESG pelo capitalismo e sua contradição com a percepção de sustentabilidade. Para balizar a discussão, o materialismo histórico-dialético é apresentado como método de análise, pois através dele é possível avançar na reflexão da questão ambiental por meio da crítica às contradições da reprodução do capital e das fontes de riqueza, nomeadamente, força de trabalho e natureza.
ISSN:1516-1803
2238-1465