O que é ser uma escritora negra no Brasil? Estratégias de polidez e a negociação do ethos discursivo

O presente trabalho tem como objeto de estudo as imagens discursivas de escritores afro-brasileiros em entrevistas escritas e publicadas por revistas digitais e blogs. Temos como objetivo analisar a constituição do ethos discursivo das escritoras e os movimentos de preservação/ameaça de face present...

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Main Authors: Noemy Oliveira Santos, Thomas Massao Fairchild
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidad de Alicante 2025-01-01
Series:Discurso & Sociedad
Subjects:
Online Access:https://revistes.ua.es/dissoc/article/view/29460
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Thomas Massao Fairchild
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description O presente trabalho tem como objeto de estudo as imagens discursivas de escritores afro-brasileiros em entrevistas escritas e publicadas por revistas digitais e blogs. Temos como objetivo analisar a constituição do ethos discursivo das escritoras e os movimentos de preservação/ameaça de face presentes nesses discursos, visto entendermos que essas escritoras ocupam uma posição potencialmente paradoxal, dividida entre a afirmação da singularidade de sua obra e sua auto-representação como membro de um grupo ou coletividade organizada. Para isso selecionamos entrevistas de escritores que tratassem especificamente sobre o ato de ser escritor e os impactos da escrita ditos pelo próprio escritor. A partir disso, fizemos uma análise discursiva baseada nos conceitos de ethos discursivo elaborado por Maingueneau (2008) e na Teoria da Polidez, criada inicialmente por Goffman (1967) e ampliada por Brown e Levinson (1987). Neste texto faremos análises de entrevistas concedidas pelas escritoras Jussara Santos (JS) para o blog Literafro, no ano de 2005, e Ryane Leão (RL) para a revista digital Mulheres que escrevem, no ano de 2017, em seguida faremos uma discussão sobre o que é ser uma escritora negra no Brasil.
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