Retalho fasciocutâneo antebraquial para reconstrução de defeitos cirúrgicos da cabeça e pescoço - Experiência clínica (2007 a 2010)

Introdução: Os autores apresentam a sua experiência clínica na utilização do retalho fasciocutâneo antebraquial para reconstrução de defeitos cirúrgicos da cabeça e pescoço. Material e Métodos: Foi efectuada uma revisão dos doentes submetidos a reconstrução de defeitos cirúrgicos da cabeça e pesco...

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Main Authors: Nadia Hassamo Ramos, Carlos Alexandre, Luís Antunes
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2012-12-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2616
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Description
Summary:Introdução: Os autores apresentam a sua experiência clínica na utilização do retalho fasciocutâneo antebraquial para reconstrução de defeitos cirúrgicos da cabeça e pescoço. Material e Métodos: Foi efectuada uma revisão dos doentes submetidos a reconstrução de defeitos cirúrgicos da cabeça e pescoço através de retalho microvascularizado antebraquial por meio de anastomoses vasculares, nos últimos 3 anos. Foi feita a caracterização clínica dos doentes, incluindo idade, género, patologia inicial, local de reconstrução, complicações e resultado final. Resultados: Foram estudados 10 doentes, entre os 35 e os 67 anos, 2 do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com patologia oncológica da cabeça e pescoço em diferentes estadios: 1 carcinoma pavimentocelular da região submentoniana; 2 carcinomas pavimentocelulares do pavimento oral; 1 carcinoma mucoepidermoide da parótida; 1 carcinoma mucoepidermoide da glândula sublingual; 2 carcinomas pavimentocelulares do trígono retromolar; 1 carcinoma pavimentocelular do pilar anterior e amígdala; 2 carcinomas pavimentocelulares do bordo lingual. A reconstrução após a exérese tumoral foi realizada com retalho microvascularizado fasciocutâneo antebraquial. O resultado final é bom no que concerne à conservação da mobilidade língua, nas reconstruções do pavimento oral; no revestimento sem acréscimo de volume ou tensão para reconstrução da faríngea e satisfatório em termos estéticos nas reconstruções de defeitos cutâneos da face. Obtivemos 20% de insucessos em consequência de necrose do retalho por infecção relacionada a osteoradionecrose e por inviabilidade do retalho intraoperatóriamente prévia à sua aplicação por inviabilização do pedículo vascular dador. Em termos de complicações do local dador observou-se um caso de hematoma sob o retalho livre de pele sem consequências a longo prazo e dois casos de diminuição da força do antebraço embora sem limitação das actividades de vida diária. Conclusão: O retalho microvascularizado antebraquial é um retalho versátil e óptimo para a reconstrução de defeitos da cabeça e pescoço por ser constituído por um tecido maleável, de espessura reduzida, ideal para manter a livre mobilidade dos tecidos e onde não seja necessário a obtenção de volume. O sucesso desta técnica reside nas condições gerais do doente, das condições locais de aplicação, da experiência da equipe cirúrgica, sendo igualmente necessário o apoio de uma unidade diferenciada de cuidados pós cirúrgicos onde todos os parâmetros clínicos possam ser optimizados tendo em vista a estabilidade do doente e a viabilidade do retalho. Garantindo estas condições estes procedimentos têm taxas elevadas de sucesso com morbilidade reduzida.
ISSN:2184-6499