Conhecer o Entusiasmo
O entusiasmo é classicamente definido como aquilo que não é capaz de produzir conhecimento elaborado (epistéme). Entretanto, essa relação entre o pathos como inspiração e a filosofia, a lógica ou a ciência, geralmente foi evitada em detrimento de estudos que procuravam conceituar a inspiração artís...
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|---|---|
| Format: | Article |
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| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2012-03-01
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| Series: | Boletim de Pesquisa NELIC |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/nelic/article/view/28242 |
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O entusiasmo é classicamente definido como aquilo que não é capaz de produzir conhecimento elaborado (epistéme). Entretanto, essa relação entre o pathos como inspiração e a filosofia, a lógica ou a ciência, geralmente foi evitada em detrimento de estudos que procuravam conceituar a inspiração artística em si. Nesse sentido, apesar do entusiasmo ter sido pensado de modos muito variados, e por vezes discordantes, como, na modernidade, em fanatismo para os classicistas ou dom universal para os românticos, todos mantêm-no como um antípoda do conhecimento científico. Entretanto, procura-se demonstrar algumas insurgências contra esse lugar comum a partir de textualidades da segunda metade do século XIX, mais especificamente em Flaubert, Walt Whitman e Henry James. Evidencia-se como em alguns escritos é possível notar gestos de pretensão gnoseológica em relação ao pathos, mesmo que para isso abandonem uma pretensão de verdade e reconheçam-se dotados de paixão.
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