Biologia populacional do peixe pedra, Genyatremus luteus (Bloch, 1790), na costa amazônica brasileira

Genyatremus luteus é uma espécie de peixe de importí­¢ncia comercial no estado do Pará. Neste estudo foi investigada a biologia populacional de G. luteus em um estuário da Amazônia Oriental. Para tanto, realizaram-se coletas de exemplares da espécie no Furo Grande, no perí­­odo de outubro de 2012 a...

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Bibliographic Details
Main Authors: Suélly Cristina Pereira FERNANDES, Luciano de Jesus Gomes PEREIRA, Mayra Sousa do NASCIMENTO, Carlos Eduardo Rangel de ANDRADE, Bianca BENTES
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2017-12-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/1244
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Description
Summary:Genyatremus luteus é uma espécie de peixe de importí­¢ncia comercial no estado do Pará. Neste estudo foi investigada a biologia populacional de G. luteus em um estuário da Amazônia Oriental. Para tanto, realizaram-se coletas de exemplares da espécie no Furo Grande, no perí­­odo de outubro de 2012 a outubro de 2013, mensalmente, com rede de emalhar tipo block-net. Em laboratório, dos indiví­­duos foram aferidos os comprimentos total, padrão e da cabeça e a altura, além de ser registrado o peso úmido. Após incisão ventral e retirada das gônadas, macroscopicamente, definiu-se o estádio gonadal das fêmeas e dos machos. Foram capturados 460 indiví­­duos cujos tamanhos e pesos variaram entre 4,50 e 21,40 cm e 1,36 e 148,26 g. As frequências relativas das fêmeas e dos machos foram diferentes do esperado de 1:1 (x2: 8,90; p<0,01), diferindo significativamente por sexo e classe de tamanho (p<0,01). As médias de tamanho (CT) apresentaram diferenças significativas em relação ao sexo (F=22,71; p<0,01), mês (F=35,80; p<0,01), perí­­odo sazonal (F=6,03; p<0,01), estádio gonadal (F=29,77; p<0,01) e estádio gonadal por perí­­odo sazonal (F=2,37; p<0,05). O peso úmido não diferiu estatisticamente por estádio gonadal, perí­­odo sazonal e sexo. O diagrama de ordenação demonstrou que a turbidez da água foi a variável que respondeu pela maior variabilidade dos dados (total de 97%). Os espécimes capturados neste estudo são pequenos em tamanho e peso e reprodutivamente imaturos, com maior ocorrência de fêmeas e em maior número no perí­­odo seco.
ISSN:1678-2305