Prevalência e fatores associados à discriminação percebida por adolescentes de uma capital do Nordeste brasileiro

Resumo Introdução: A discriminação é uma forma de distinção e exclusão que pode atingir todos os grupos etários. Contudo, adolescentes mais próximos à idade adulta são mais sensíveis aos efeitos nocivos causados por situações discriminatórias. Objetivo: Estimar a prevalência e os fatores associado...

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Main Authors: Carlos Martins Neto, Bruno Luciano Carneiro Alves de Oliveira
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro 2025-07-01
Series:Cadernos de Saúde Coletiva
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-462X2025000200201&lng=pt&tlng=pt
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author Carlos Martins Neto
Bruno Luciano Carneiro Alves de Oliveira
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description Resumo Introdução: A discriminação é uma forma de distinção e exclusão que pode atingir todos os grupos etários. Contudo, adolescentes mais próximos à idade adulta são mais sensíveis aos efeitos nocivos causados por situações discriminatórias. Objetivo: Estimar a prevalência e os fatores associados à discriminação percebida entre adolescentes. Método: Estudo transversal com 2.484 adolescentes de uma coorte de São Luís (Maranhão). Foram estimadas as prevalências para seis tipos de discriminação e segundo variáveis socioeconômicas, estilos de vida e estado de saúde. Estimou-se a associação entre as covariáveis e a discriminação por meio de modelos de regressão de Poisson. Resultados: A prevalência de discriminação a pelo menos um dos tipos foi de 26,2%. Na análise ajustada, verificaram-se maiores chances de discriminação em relação a mulheres (RP 1,37; IC95% 1,16–1,64), pretos (RP 1,58; IC95% 1,24–2,01), de religiões evangélica (RP 1,26; IC95% 1,04–1,52) e umbandista/candomblecista (RP 3,51; IC95% 1,12–12,03), a consumo de risco de álcool (RP 1,36; IC95% 1,09–1,70), a uso atual de drogas ilícitas (RP 1,46; IC95% 1,05–2,02) e a insatisfeitos com a saúde (RP 1,44; IC95% 1,15–1,80) e menor chance entre aqueles que não trabalham nem estudam (RP 0,82; IC95% 0,68–0,99). Conclusão: Os resultados revelam um perfil de adolescentes mais vulneráveis que podem apresentar maior desgaste na saúde física ou mental, mostrando a necessidade de ações ou políticas públicas nas escolas, especialmente para os grupos mais vulneráveis.
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