PERCEPÇÕES DOS JOVENS CEGOS DA PAISAGEM URBANA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
A paisagem, historicamente, é o conceito geográfico de maior apelo imagético, contribuindo, dessa maneira, para a afirmação da visão como forma privilegiada de apreensão da análise geográfica. Todavia, a experiência com o espaço e, portanto, com a paisagem é mais ampla e dialoga com todos os sentido...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Goiás
2019-12-01
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| Series: | Boletim Goiano de Geografia |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/60089 |
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|---|---|
| author | Lais Cardoso Lago Amélia Cristina Alves Bezerra |
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| author_sort | Lais Cardoso Lago |
| collection | DOAJ |
| description | A paisagem, historicamente, é o conceito geográfico de maior apelo imagético, contribuindo, dessa maneira, para a afirmação da visão como forma privilegiada de apreensão da análise geográfica. Todavia, a experiência com o espaço e, portanto, com a paisagem é mais ampla e dialoga com todos os sentidos do corpo, sendo necessário alargar as investigações sobre a diversidade de sujeitos que experimentam e percebem as paisagens. Partindo dessa problemática, o objetivo desse artigo é revelar as percepções das paisagens urbanas da cidade do Rio de Janeiro pelos jovens cegos e de baixa visão, como também refletir sobre elas. Para tanto, construímos um desenho de pesquisa que contemplou a realização de entrevistas com estes e a elaboração de uma cartografia dos seus trajetos pela cidade. Essa pesquisa, realizada ao longo do mestrado, revelou a importância de alargarmos nosso olhar para o conceito de paisagem, em que a “limitação” do exercício da visão mobiliza outros sentidos, traduzindo percepções singulares sobre a cidade. A investigação conduziu também a uma discussão sobre o direito à cidade. Nesse sentido, os(as) cegos(as), os(as) idosos(as), os(as) cadeirantes e outros(as) sujeitos que foram invisibilizados(as) pelas políticas urbanas precisam ser ouvidos(as) e considerados(as) no processo de produção e compreensão da cidade. |
| format | Article |
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| institution | Kabale University |
| issn | 0101-708X 1984-8501 |
| language | English |
| publishDate | 2019-12-01 |
| publisher | Universidade Federal de Goiás |
| record_format | Article |
| series | Boletim Goiano de Geografia |
| spelling | doaj-art-4ba8bc9d3dc84bebac6a3f457c2498522025-08-24T13:50:03ZengUniversidade Federal de GoiásBoletim Goiano de Geografia0101-708X1984-85012019-12-01391120https://doi.org/10.5216/bgg.v39i0.60089PERCEPÇÕES DOS JOVENS CEGOS DA PAISAGEM URBANA DA CIDADE DO RIO DE JANEIROLais Cardoso Lago0https://orcid.org/0000-0003-1831-1897Amélia Cristina Alves Bezerra1https://orcid.org/0000-0002-9405-1284UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANIEROUNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSEA paisagem, historicamente, é o conceito geográfico de maior apelo imagético, contribuindo, dessa maneira, para a afirmação da visão como forma privilegiada de apreensão da análise geográfica. Todavia, a experiência com o espaço e, portanto, com a paisagem é mais ampla e dialoga com todos os sentidos do corpo, sendo necessário alargar as investigações sobre a diversidade de sujeitos que experimentam e percebem as paisagens. Partindo dessa problemática, o objetivo desse artigo é revelar as percepções das paisagens urbanas da cidade do Rio de Janeiro pelos jovens cegos e de baixa visão, como também refletir sobre elas. Para tanto, construímos um desenho de pesquisa que contemplou a realização de entrevistas com estes e a elaboração de uma cartografia dos seus trajetos pela cidade. Essa pesquisa, realizada ao longo do mestrado, revelou a importância de alargarmos nosso olhar para o conceito de paisagem, em que a “limitação” do exercício da visão mobiliza outros sentidos, traduzindo percepções singulares sobre a cidade. A investigação conduziu também a uma discussão sobre o direito à cidade. Nesse sentido, os(as) cegos(as), os(as) idosos(as), os(as) cadeirantes e outros(as) sujeitos que foram invisibilizados(as) pelas políticas urbanas precisam ser ouvidos(as) e considerados(as) no processo de produção e compreensão da cidade.https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/60089paisagem urbanapercepçãocegosbaixa visão |
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