Ensino Bilingue em Moçambique: introdução e percursos

O presente artigo objetiva oferecer uma visão geral do processo de introdução do Ensino Bilíngue (EB) em Moçambique. Aborda os percursos traçados nesse processo, e alguns dos problemas e desafios daí decorrentes, sobretudo o convívio conflituoso en­tre as Línguas Bantu e o Português, tendo em conta...

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Main Author: Ezra Chambal Nhampoca
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística 2015-12-01
Series:Working Papers em Linguística
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/45701
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description O presente artigo objetiva oferecer uma visão geral do processo de introdução do Ensino Bilíngue (EB) em Moçambique. Aborda os percursos traçados nesse processo, e alguns dos problemas e desafios daí decorrentes, sobretudo o convívio conflituoso en­tre as Línguas Bantu e o Português, tendo em conta o contexto sociocultural do país, ca­racterizado por uma diversidade linguística, étnica e cultural. O trabalho apresenta tam­bém o modelo transicional, que foi adotado por Moçambique no processo de introdução do EB, além de algumas opiniões avaliativas sobre esse modelo, assim como sobre o EB de modo geral. Para o estudo, realizou-se uma pesquisa bibliográfica em materiais ante­riores acerca do assunto, duas conversas com dois pesquisadores da área, e, por fim, foi considerada a experiência da própria autora como falante e pesquisadora de uma Língua Bantu (LB). No que respeita ao referencial teórico, o trabalho baseou-se nas perspectivas de Patel (2006), Chambo (2013), Severo (2014), Sitoe (2014), entre outros. Verificou-se que, desde a introdução do EB, acadêmicos e sociedade, embora reconheçam que há ainda problemas por solucionar, avaliam-no positivamente e acreditam ser um projeto sério e capaz de resolver os problemas pedagógicos existentes no sistema de educação de Moçambique (SITOE, 2014). Observou-se também que o Ensino Bilíngue em Moçam­bique trouxe mais inclusão tanto das línguas como dos sujeitos, seus falantes, pois usar as línguas dos indivíduos na sua educação e na educação de seus filhos permite que esses sujeitos usem suas línguas em outros meios no seu dia a dia.
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spelling doaj-art-4b95c3b6f26c4e1d97db92e92b093eeb2025-08-20T01:50:53ZporUniversidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em LinguísticaWorking Papers em Linguística1984-84202015-12-0116210.5007/1984-8420.2015v16n2p8226058Ensino Bilingue em Moçambique: introdução e percursosEzra Chambal Nhampoca0Universidade Federal de Santa Catarina/Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique O presente artigo objetiva oferecer uma visão geral do processo de introdução do Ensino Bilíngue (EB) em Moçambique. Aborda os percursos traçados nesse processo, e alguns dos problemas e desafios daí decorrentes, sobretudo o convívio conflituoso en­tre as Línguas Bantu e o Português, tendo em conta o contexto sociocultural do país, ca­racterizado por uma diversidade linguística, étnica e cultural. O trabalho apresenta tam­bém o modelo transicional, que foi adotado por Moçambique no processo de introdução do EB, além de algumas opiniões avaliativas sobre esse modelo, assim como sobre o EB de modo geral. Para o estudo, realizou-se uma pesquisa bibliográfica em materiais ante­riores acerca do assunto, duas conversas com dois pesquisadores da área, e, por fim, foi considerada a experiência da própria autora como falante e pesquisadora de uma Língua Bantu (LB). No que respeita ao referencial teórico, o trabalho baseou-se nas perspectivas de Patel (2006), Chambo (2013), Severo (2014), Sitoe (2014), entre outros. Verificou-se que, desde a introdução do EB, acadêmicos e sociedade, embora reconheçam que há ainda problemas por solucionar, avaliam-no positivamente e acreditam ser um projeto sério e capaz de resolver os problemas pedagógicos existentes no sistema de educação de Moçambique (SITOE, 2014). Observou-se também que o Ensino Bilíngue em Moçam­bique trouxe mais inclusão tanto das línguas como dos sujeitos, seus falantes, pois usar as línguas dos indivíduos na sua educação e na educação de seus filhos permite que esses sujeitos usem suas línguas em outros meios no seu dia a dia. https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/45701
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