O Nunca Mais é a fera: ensaio sobre perda e predileção
A partir da leitura (escuta) dos poemas reunidos em Cantares de perda e predileção, de Hilda Hilst (1930-2004), o seguinte artigo propõe uma retomada e subversão de temas e topoi poéticos encontrados em escritos de Sor Juana Ines de La Cruz (1651-1695) no poema Primero Sueño. As pistas são fornecid...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2013-10-01
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| Series: | Outra Travessia |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/Outra/article/view/30882 |
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| Summary: | A partir da leitura (escuta) dos poemas reunidos em Cantares de perda e predileção, de Hilda Hilst (1930-2004), o seguinte artigo propõe uma retomada e subversão de temas e topoi poéticos encontrados em escritos de Sor Juana Ines de La Cruz (1651-1695) no poema Primero Sueño. As pistas são fornecidas pela própria Hilda Hilstquando insere nos Cantares a epígrafe com versos da monja mexicana. Percorrendo essa afinidade eletiva, revelam-se cisões e conflitos de opostos complementares na metáfora medieval da lírica trovadoresca em seus cantos ao amor inatingível. Hilda Hilst utiliza-se dos motivos dos trovadores para renovar a voz da linguagem na dura batalha do ódio-amor travada em torno do objeto inapreensível. Perda e luto são elementos poéticos inseridos na melancolia dos cantos, em que as teorias do fantasma de Eros fundem-se ao Narcisismo e ao desejo de conhecimento. O artigo tenta recompor o fluxo incondicional da poesia como ut pictura poesis, como pensamento imaginativo, pintura como diz Agamben “no sentido de que a poesia possui o seu objeto sem o conhecer, e de que a filosofia o conhece sem o possuir [...]”.
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| ISSN: | 1807-5002 2176-8552 |