Polifarmácia na população idosa brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis associadas: estudo de base nacional

Resumo Objetivo Analisar a presença de polifarmácia e as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) associadas à polifarmácia na pessoa idosa brasileira com base na Pesquisa Nacional em Saúde (PNS). Método Estudo observacional, transversal, quantitativo e exploratório, com fonte de dados secundá...

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Main Authors: Pamela Taina Licoviski, Clóris Regina Blanski, Paulo Vitor Farago, Gabriella Barreto Soares, Danielle Bordin
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) , Universidade Aberta a Terceira Idade (UnAti) 2025-02-01
Series:Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232025000100210&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Objetivo Analisar a presença de polifarmácia e as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) associadas à polifarmácia na pessoa idosa brasileira com base na Pesquisa Nacional em Saúde (PNS). Método Estudo observacional, transversal, quantitativo e exploratório, com fonte de dados secundários de domínio público, provenientes do último inquérito de base populacional, intitulado PNS, realizado em 2019. A população do estudo foi constituída por pessoas idosas, de todo território brasileiro, que foram entrevistados pela PNS. Foram usados como variável dependente a polifarmácia, e como independente DCNT. Foi considerado a totalidade de informações contida no banco (n=293.726), após aplicação dos critérios de exclusão, a amostra final resultou em 31.633. Resultados A amostra foi composta em sua maioria pelo sexo masculino, com idade média de 70,8 anos, casados, brancos, alfabetizados, com ensino médio completo e renda mensal média de R$1.928,59. Das pessoas idosas, a prevalência da polifarmácia foi de 23,8% (n=7.534). Todas as DCNT avaliadas tiveram associação com a polifarmácia (p<0,05) e indivíduos que possuíam alguma DCNT, apresentaram maiores chances de fazer uso da polifarmácia, quando comparado aos indivíduos que não apresentaram DCNT (p<0,05). Conclusão A prevalência da polifarmácia foi alta e apresentou relação com as DCNT de pessoas idosas nas cinco regiões do Brasil, com impacto negativo. Ressaltando a necessidade de políticas públicas, visando a redução ou a prevenção da polifarmácia, assim como seus riscos associados.
ISSN:1981-2256