Efeitos do treinamento intervalado na aptidão física e nas percepções de prazer pela prática de jovens jogadores de futebol: comparações entre protocolos de intervalo curto e longo

Este estudo tem como objetivo comparar os efeitos de protocolos de treinamento intervalado (TI) curto vs. longo sobre a aptidão física e as percepções de prazer pela prática em jovens jogadores de futebol. Vinte e quatro jogadores de futebol do sexo masculino da categoria sub-15 (idade entre 14 e 1...

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Main Authors: Mariana Damm Fraga, Luiz Guilherme Cruz Gonçalves, Rodrigo Ribeiro, Vinicius Ribeiro Silva, Bruno Gonçalves, Gustavo Sena, Raul Victor Fernandes da Costa, Breno de Almeida Bonetti, Gabriel Vighini Garozzi, Rodrigo Aquino
Format: Article
Language:English
Published: FEADEF 2024-11-01
Series:Retos: Nuevas Tendencias en Educación Física, Deportes y Recreación
Subjects:
Online Access:https://recyt.fecyt.es/index.php/retos/article/view/109464
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Summary:Este estudo tem como objetivo comparar os efeitos de protocolos de treinamento intervalado (TI) curto vs. longo sobre a aptidão física e as percepções de prazer pela prática em jovens jogadores de futebol. Vinte e quatro jogadores de futebol do sexo masculino da categoria sub-15 (idade entre 14 e 15 anos) participaram da pesquisa. Os protocolos de treinamento tiveram duração de 7 semanas, com frequência semanal de treinos de duas vezes (terça e quinta feira), sendo realizado dois períodos de avaliação (pré e pós-treino). As avaliações realizadas foram: 30-15 Intermittent Fitness Test, Salto Horizontal Bipodal e Unipodal. O protocolo de treinamento intervalado longo foi composto por 3 séries de 3 minutos com intensidade variando de 80-90% da velocidade final atingida 30-15 Intermittent Fitness Test (vIFT). Já o protocolo de treinamento intervalado curto foi composto por 3 séries de 3 minutos, sendo 20 segundos de ação por 10 segundos de recuperação, até totalizar 3 minutos, com intensidade variando de 100-110% da vIFT. Entre cada série, em ambos os protocolos, foi realizada uma recuperação passiva de 1 minuto e 30 segundos. As sessões foram realizadas sempre após a sessão de treinamento habitual da equipe (baseada em jogos). No início da quinta semana foi reaplicado o teste 30-15 IFT para ajuste da intensidade das sessões. Em todas as sessões de treinamento de ambos os grupos foram registradas a percepção subjetiva de esforço (PSE 0-10) e o tempo da sessão (minutos). A partir disso foram calculados os índices de carga interna, monotonia e tensão (strain). Ao final da aplicação do treinamento, foi aplicado a Escala de Sentimento, um questionário que analisa o nível de prazer dos jogadores ao realizarem ambos os treinamentos (TI curto e TI longo). O principal achado foi que ambos os protocolos de TI curto e longo aumentaram a distância no salto horizontal bipodal, unipodal na perna direira e a vIFT. Apenas o TI curto aumentou o salto horizontal unipodal na perna esquerda, porém, sem diferença entre os grupos. Não foram verificadas diferenças na carga interna, monotonia e tensão entre os protolocos de TI. Contudo, o grupo de TI curto obteve maior prazer pela prática em comparação ao grupo TI longo. Em conclusão, ambos os programas de treinamento melhoraram a aptidão aeróbia e do desempenho no salto horizontal, porém, o grupo que realizou o TI curto obteve maior prazer pela prática.
ISSN:1579-1726
1988-2041