Práticas de avaliação e intervenção dos Terapeutas da Fala em Intervenção Precoce

Introdução: A Intervenção precoce na infância (IPI) é um conjunto de medidas de apoio centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa que visam o normal desenvolvimento da criança e a sua participação. A investigação realizada no âmbito da IPI tem vindo a re...

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Main Authors: Sandra Mónica Ribeiro Machado, Maria João Moreira Gonçalves
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2025-08-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/1159
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Description
Summary:Introdução: A Intervenção precoce na infância (IPI) é um conjunto de medidas de apoio centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa que visam o normal desenvolvimento da criança e a sua participação. A investigação realizada no âmbito da IPI tem vindo a recomendar as intervenções centradas na família e baseadas nas rotinas e o trabalho em equipa, preferencialmente integrando uma equipa transdisciplinar (Educação Inclusiva, 2020). Este estudo procurou responder à questão: “Será que os terapeutas da fala (TF) em Portugal utilizam na sua intervenção as práticas recomendadas na literatura para a IPI?”. Objetivos: Para dar resposta a questão delineada, foram traçados objetivos: 1. Descrever o modelo de funcionamento em equipa mais utilizado pelos TF em Portugal; 2. Entender a utilização da intervenção baseada nas rotinas na prática dos TF em Portugal; 3. Identificar contextos utilizados como contextos de aprendizagem; 4. Perceber a forma como é feito o envolvimento da família na intervenção. Metodologia: Quanto à sua metodologia, é um estudo observacional descritivo transversal de natureza mista, com uma amostra de 21 participantes todos eles TF a exercer em Portugal, que intervêm ao nível da intervenção precoce. Tendo em conta os objetivos do estudo definiu-se o questionário de autopreenchimento como sendo o mais adequado. Este é constituído por 28 questões (abertas e fechadas), dividido em quatro partes: caracterização da amostra, modelo de funcionamento em equipa, práticas centradas na família e intervenção baseada nas rotinas. Resultados: Os resultados indicam que os participantes consideram ter conhecimento atualizados na área e que defendem as práticas recomendadas ao nível da IPI, independentemente do contexto. O modelo mais utilizado, é o transdisciplinar, considerado como mais indicado na literatura para servir a IPI, pois promove uma colaboração entre profissionais de diferentes áreas, incluindo a família em todo o processo. Conclusões: o estudo revela que este ainda não ocorre de forma plena em todas as etapas da intervenção, verificando-se uma participação mais ativa da família na escolha das rotinas e na discussão de estratégias. Os TF indicam pedir menor participação das famílias na elaboração do plano e na preparação das atividades terapêuticas.
ISSN:2184-4860
2184-836X