Fatores associados à incapacidade de pacientes após alta em Unidades de Terapia Intensiva COVID-19

Objetivo: avaliar fatores associados à incapacidade de pacientes após a alta hospitalar em unidades de terapia intensiva COVID-19. Métodos: pesquisa transversal analítica com dados sociodemográficos, clínicos, de autopercepção de saúde e escala de WHODAS 2.0 de pacientes egressos de um hospital-esc...

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Main Authors: Ianka do Amaral, Luiz Ricardo Zander Marafigo, Fabiana Bucholdz Teixeira Alves, Celso Bilynkievycz dos Santos, Cristina Berger Fadel
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Ceará 2022-11-01
Series:Rev Rene
Subjects:
Online Access:https://www.periodicos.ufc.br/rene/article/view/81314
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Description
Summary:Objetivo: avaliar fatores associados à incapacidade de pacientes após a alta hospitalar em unidades de terapia intensiva COVID-19. Métodos: pesquisa transversal analítica com dados sociodemográficos, clínicos, de autopercepção de saúde e escala de WHODAS 2.0 de pacientes egressos de um hospital-escola. Foram incluídos: pacientes internados em unidade de terapia intensiva por COVID-19 por um período de mais de oito dias; com alta hospitalar recebida, no mínimo, 365 dias antes da coleta de dados; maiores de 18 anos. A análise das informações foi realizada por meio de mineração de dados. Resultados: foram elegíveis 32 indivíduos, sendo 25% incapacitados. Estes apresentaram baixa cognição, mobilidade, autocuidado, limitação em atividades diárias, justificadas por parâmetros biológicos e clínicos. Ainda, 37% por obesidade e polimedicação, 75%, concentração comprometida e 50%, desdobramentos neurológicos. O tempo de internamento e os recursos terapêuticos demandados neste período também foram associados à incapacidade observada. Conclusão: o vírus da COVID-19 somado ao tempo de internação e fatores clínicos foram relacionados à incapacidade 12 meses após alta hospitalar com forte presença de sintomas neurológicos. Contribuições para a prática: espera-se contribuir para a compreensão dos impactos em longo prazo da COVID-19, possibilitando oferecer melhor assistência e qualidade de vida aos pacientes acometidos pela doença.
ISSN:1517-3852
2175-6783