EP-268 - BAIXO IMPACTO DA MORTALIDADE POR HBV EM ÁREA DE MÉDIA PREVALÊNCIA NO SUDESTE BRASILEIRO
Introdução: Embora existam dados comprovando que a hepatite B crônica pode se relacionar a óbitos precoces, essa infecção está, muitas vezes, ausente das declarações de óbito (DOs), dificultando a relação de morbimortalidade nos portadores crônicos do HBV. Objetivo: Caracterizar as causas relacionad...
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| Main Authors: | , , , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
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| Series: | Brazilian Journal of Infectious Diseases |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024004604 |
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|---|---|
| author | Tania Reuter Eduarda Vitória da Costa Silva Ingrid Soares Marques Gabriel Rangel Fehlberg |
| author_facet | Tania Reuter Eduarda Vitória da Costa Silva Ingrid Soares Marques Gabriel Rangel Fehlberg |
| author_sort | Tania Reuter |
| collection | DOAJ |
| description | Introdução: Embora existam dados comprovando que a hepatite B crônica pode se relacionar a óbitos precoces, essa infecção está, muitas vezes, ausente das declarações de óbito (DOs), dificultando a relação de morbimortalidade nos portadores crônicos do HBV. Objetivo: Caracterizar as causas relacionadas ou não com a infecção pelo HBV identificadas nas DOs em coorte de portadores de hepatite B crônica no HUCAM. Método: Foi realizada análise comparativa de coorte de 857 portadores de HBV do HUCAM acompanhados entre 01/2005 e 12/2022 com lista fornecida pela Secretaria Estadual de Saúde do ES (SESA) de todos os óbitos ocorridos nesse período. Foram avaliadas as informações contidas no bloco V das DOs e dados epidemiológicos dos prontuários médicos. As causas de óbito foram diretamente ligada ao HBV, se constasse na parte I do bloco V os CIDs B18, B19, K729 ou K74, associadas ao HBV, se os CIDs C22 ou C221 e outras causas se outros CIDs. Os dados foram analisados a partir do cálculo de proporções e o confronto de proporções na mesma amostra foi feito a partir do teste da binomial, no nível de 5% de significância. O pacote estatístico utilizado foi o SPSS 26.0. Resultados: Nessa coorte de 17 anos de 857 portadores de HBV, foram identificados 39 (4,55%) óbitos. Em 3 (7,69%) foram por causas associadas ao HBV, 3 (7,69%) por causas diretamente ligadas ao HBV e 33 (84,6%) por outras causas. Entre essas, as mais frequentes foram 13 (33,33%) por questões respiratórias, 7 (17,94%) por cânceres não CHC e 5 (12,82%) por doenças oportunistas da infecção por HIV. A maioria dos óbitos foi de homens (74,35%, p < 0,05), ≥ 60 anos (59,00%, p > 0,05), pardos (64,1%, p < 0,05), de baixa escolaridade (66,7%, p > 0,05) e com comorbidades associadas (79% p < 0,05) sendo 58,97% com 2 ou mais e 29,48% com 4 ou mais. Dentre as comorbidades, as mais comuns foram HAS (53,84%), DM (30,76%), etilismo (23,07%), dislipidemia e HIV (12,82% cada). Além disso, a condição de portador de hepatite B crônica não foi descrita em 89,75% das DOs. Conclusão: A mortalidade associada ou diretamente ligada à infecção por HBV foi baixa. As comorbidades encontradas nessa população tiveram maior impacto nas causas de óbito descritas nas DOs dos portadores de hepatite B crônica. O melhor controle das comorbidades dos portadores de hepatite B parece necessário na linha de cuidado desses pacientes, sendo a infecção crônica por HBV de menor morbimortalidade do que tais comorbidades de difícil manejo. |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1413-8670 |
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| publishDate | 2024-10-01 |
| publisher | Elsevier |
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| series | Brazilian Journal of Infectious Diseases |
| spelling | doaj-art-444498d385e84b4780d1871e6a2ef7202025-08-20T02:18:34ZengElsevierBrazilian Journal of Infectious Diseases1413-86702024-10-012810417710.1016/j.bjid.2024.104177EP-268 - BAIXO IMPACTO DA MORTALIDADE POR HBV EM ÁREA DE MÉDIA PREVALÊNCIA NO SUDESTE BRASILEIROTania Reuter0Eduarda Vitória da Costa Silva1Ingrid Soares Marques2Gabriel Rangel Fehlberg3Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, BrasilUniversidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, BrasilUniversidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, BrasilUniversidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, BrasilIntrodução: Embora existam dados comprovando que a hepatite B crônica pode se relacionar a óbitos precoces, essa infecção está, muitas vezes, ausente das declarações de óbito (DOs), dificultando a relação de morbimortalidade nos portadores crônicos do HBV. Objetivo: Caracterizar as causas relacionadas ou não com a infecção pelo HBV identificadas nas DOs em coorte de portadores de hepatite B crônica no HUCAM. Método: Foi realizada análise comparativa de coorte de 857 portadores de HBV do HUCAM acompanhados entre 01/2005 e 12/2022 com lista fornecida pela Secretaria Estadual de Saúde do ES (SESA) de todos os óbitos ocorridos nesse período. Foram avaliadas as informações contidas no bloco V das DOs e dados epidemiológicos dos prontuários médicos. As causas de óbito foram diretamente ligada ao HBV, se constasse na parte I do bloco V os CIDs B18, B19, K729 ou K74, associadas ao HBV, se os CIDs C22 ou C221 e outras causas se outros CIDs. Os dados foram analisados a partir do cálculo de proporções e o confronto de proporções na mesma amostra foi feito a partir do teste da binomial, no nível de 5% de significância. O pacote estatístico utilizado foi o SPSS 26.0. Resultados: Nessa coorte de 17 anos de 857 portadores de HBV, foram identificados 39 (4,55%) óbitos. Em 3 (7,69%) foram por causas associadas ao HBV, 3 (7,69%) por causas diretamente ligadas ao HBV e 33 (84,6%) por outras causas. Entre essas, as mais frequentes foram 13 (33,33%) por questões respiratórias, 7 (17,94%) por cânceres não CHC e 5 (12,82%) por doenças oportunistas da infecção por HIV. A maioria dos óbitos foi de homens (74,35%, p < 0,05), ≥ 60 anos (59,00%, p > 0,05), pardos (64,1%, p < 0,05), de baixa escolaridade (66,7%, p > 0,05) e com comorbidades associadas (79% p < 0,05) sendo 58,97% com 2 ou mais e 29,48% com 4 ou mais. Dentre as comorbidades, as mais comuns foram HAS (53,84%), DM (30,76%), etilismo (23,07%), dislipidemia e HIV (12,82% cada). Além disso, a condição de portador de hepatite B crônica não foi descrita em 89,75% das DOs. Conclusão: A mortalidade associada ou diretamente ligada à infecção por HBV foi baixa. As comorbidades encontradas nessa população tiveram maior impacto nas causas de óbito descritas nas DOs dos portadores de hepatite B crônica. O melhor controle das comorbidades dos portadores de hepatite B parece necessário na linha de cuidado desses pacientes, sendo a infecção crônica por HBV de menor morbimortalidade do que tais comorbidades de difícil manejo.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413867024004604 |
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